No ponto previsivelmente mais quente da ordem de trabalhos, agendado para o dirigente dar justificações sobre a venda de bilhetes para a bancada Topo Sul do Estádio D. Afonso Henriques a adeptos do clube da Luz, aquando do jogo entre as duas equipas, da segunda jornada da liga, Macedo da Silva voltou a pedir “desculpas” aos sócios.

“Assumimos, de facto, o erro que cometemos, mas fizemos isso de boa-fé, não foi para provocar os sócios do Vitória. Volto aqui a pedir desculpa aos sócios e posso garantir que isso não vai voltar a acontecer enquanto estiver à frente do Vitória de Guimarães”, frisou o líder dos minhotos.

Alguns sócios que usaram da palavra criticaram duramente Macedo da Silva e apelaram a que não se recandidatasse em Março de 2010, tendo-se ouvido até das bancadas: “Volta Pimenta (Machado), estás perdoado”.

“Se vou ser candidatou ou não é uma decisão que me cabe apenas a mim, é um direito que me assiste como a qualquer outro sócio, e que vou tomar sem pressa, mas a curto prazo”, respondeu o actual presidente.

O relatório e contas de 2008/09, que registou uma redução do passivo do clube, que se cifra agora em 9,7 milhões de euros (passivo exigível), foi aprovado por inequívoca maioria numa AG mais calma do que as últimas e na qual marcaram presença cerca de 400 associados.

O vice-presidente para a área financeira, João Cardoso, destacou a redução do passivo, para o que muito contribuiu a subida de mais de 50 por cento dos proveitos totais (15 milhões de euros).

Esse aumento anulou o crescimento dos custos correntes em cerca de 1,5 milhões de euros, sobretudo pelo acréscimo com a equipa de futebol.

Da conjugação destas duas variáveis resulta um resultado líquido positivo de um milhão de euros, contra um prejuízo superior a dois milhões registado na época 2007/08, ainda que o presidente tenha assumido “algumas dificuldades de tesouraria”.

As modalidades amadoras continuam a representar prejuízo no Vitória de Guimarães, neste momento com um défice global de cerca de 700 mil euros.

No segundo ponto da ordem de trabalhos foi posto a votação o novo vice-presidente do Conselho de Jurisdição, Octávio Santos, que foi aprovado por maioria.

A acta da última AG foi também aprovada por maioria, embora o sócio António Coelho tenha pedido que nela fosse incluída o facto de o presidente “não ter cumprido os estatutos” ao não responder a todas as perguntas feitas então pelos sócios.

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