O Marítimo subiu pela primeira vez ao principal escalão do futebol português há 43 anos, dia recordado hoje pelo presidente do clube, Carlos Pereira, e os antecessores Rui Fontes, António Henriques e Miguel Mendonça.

Numa conversa realizada na conta do Marítimo no Facebook, foram descritas as emoções após o apito final da goleada, por 4-0, conseguida no Estádio dos Barreiros, no Funchal, diante do Olhanense, em 15 de maio de 1977.

“Dia de grandes emoções, que está na memória da região, de todos os maritimistas e de todos os madeirenses. Sentimos o quanto foi difícil ultrapassar a barreira da insularidade. Viver esse momento na qualidade de adepto, daqueles fervorosos, com paixão e amor à camisola. Foi um dia em que vibrámos de forma diferente. Foi permitida a invasão de campo e a festa durante toda a noite, festa que ainda está viva como se fosse hoje”, descreveu Carlos Pereira.

Miguel Mendonça era o presidente do emblema ‘verde rubro’ nessa data e revelou que a época 1976/77 até tinha começado mal, o que levou a uma discussão com o treinador Pedro Gomes e com os jogadores, a quem disse para “ligarem o turbo”, culminando com a festa da subida.

“Foi um acontecimento notável, irrepetível na dimensão e espero também irrepetível na circunstância da subida. Na primeira reunião [como presidente], perguntei qual era o objetivo principal, que era a subida à I divisão e, passados quatro anos lá estávamos, graças ao espírito de equipa, que nos inspirou em todos os momentos”, contou.

Para Rui Fontes, o homem que antecedeu Carlos Pereira na presidência maritimista, o feito também continua bem presente na memória e continua a revivê-lo no álbum de fotografias.

“Foi um dia de grande euforia na Madeira e lembro-me de ter vivido muito bem esse dia. Sempre que vejo fotografias do Estádio dos Barreiros, procuro ver onde estou, porque sei que estava com uma bandeira do Marítimo. Foi um dia extraordinário que a Madeira viveu. Por muitas limitações que tivesse, não havia barreiras nesse dia no estádio”, destacou.

O Marítimo voltaria a descer de divisão em 1981 e 1983 até, que, em 1985, com António Henriques no comando do clube, regressaria à I Liga e com uma promessa, que viria a cumprir-se.

“Houve uma coisa na minha época que se implantou e que se disse que nunca mais haveríamos de voltar à II divisão. Acho que dei o pontapé de saída. Essa é a maior alegria e todos tiveram contributo significativo”, afirmou.

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