“Alegra-nos a forma como o nosso trabalho tem sido valorizado pelas instâncias internacionais. Por um lado, com o aumento do número de árbitros na categoria ‘topclass’ da UEFA, que em 2007 era de dois, em 2008 era de três e em 2009 passou a quatro. Estamos todos empenhados em que passemos ao quinto, que é o limite máximo que cada país pode ter”, afirmou Vítor Pereira.

Em Tomar, durante a apresentação do livro “Re-arbitragem - O legado de um mandato”, da autoria da Comissão de Arbitragem (CA), o dirigente destacou ainda a inclusão de 10 equipas de arbitragem nos jogos de qualificação para o Mundial2010, contrapondo com as quatro em 2008.
Crescimento semelhante ocorreu nas competições europeias de clubes.

“E na FIFA, com uma equipa de arbitragem pré-selecionada para o Campeonato do Mundo da África do Sul que, entretanto, no seu processo de seleção já esteve presente, com o brilhantismo que se sabe, no Mundial de sub-20 no Egito, na época passada”, realçou Vítor Pereira, reconhecendo que a nomeação de Olegário Benquerença, Bertino Miranda, José Cardinal e João Santos proporcionou “um momento de festa”.

Para Vítor Pereira, esta “evolução” segue “o rumo que melhor se adequa ao prestígio que o futebol português goza por esse Mundo fora”.

“Este livro regista o enorme esforço desenvolvido por esta vasta estrutura, de mais de 130 pessoas, de perseguir aquela que passou a ser a nossa missão: Garantir a imparcialidade da competição e valorizar o espetáculo”, sustentou o dirigente, cobiçando a discrição da arbitragem, porque “os artistas principais são os jogadores”, sem “cair no ostracismo”.

O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) encarou a publicação hoje apresentada como “um sinal de muita confiança no presente e esperança no futuro”, manifestando-se confiante de que a atual CA “terá um lugar na história do futebol em Portugal”.

“Se tivesse de decidir hoje, voltaria a tomar a mesma decisão e voltava a escolher a mesmas pessoas para trabalharem no setor da arbitragem profissional”, frisou Hermínio Loureiro.

Ensaiando uma avaliação sobre o estado da arbitragem atual, o presidente da LPFP garantiu que “ninguém pode dizer que está pior”.

“A arbitragem, em Portugal, está hoje, seguramente, melhor do que quando a encontrámos”, assegurou o dirigente, ambicionando chegar a um “patamar de excelência”, justificando este objetivo com a “exigência de quem está no desporto”.

Dirigindo-se diretamente aos árbitros presentes, Hermínio Loureiro, que admitiu ser a “ultima vez” que estaria com os mesmos, reconheceu ficar “chocado com algumas coisas que são ditas a respeito da arbitragem”.

“A esses devemos responder com trabalho, empenho e dedicação”, rematou o presidente da LPFP, prometendo manter-se ao lado dos árbitros: “Ande eu por onde andar, podem ter a certeza de que vos defenderei e que sempre estarei na primeira linha para que a arbitragem portuguesa trilhe o caminho do sucesso e da excelência”.

Encarregado de apresentar o livro, José Manuel Constantino, antigo presidente da Confederação do Desporto de Portugal, partilhou a “inquietação” provocada pelo “défice” de árbitros, também abordado na obra.

“O futebol português necessitaria, neste momento, de cerca de 8000 árbitros, sendo que estão em exercício três mil e algumas centenas, o que levanta um problema ao nível da organização da modalidade”, advertiu.

Segundo José Manuel Constantino, esta carência coloca o futebol português perante “dois desideratos”: “Devemos promover o desenvolvimento, aumentando o número de praticantes, clubes e competições ou se, pelo contrário, devemos encontrar as melhores respostas para organizar os quadros competitivos, número de clubes, equipas e competições, sendo certo que os números da arbitragem são insuficientes”, questionou.

“Inovação e qualidade” são expressões comuns em cada um dos cinco capítulos do livro, que aborda, em cada um deles, a qualidade na gestão visando a profissionalização, a melhoria das arbitragens, as relações exteriores - com outros agentes desportivos e com a comunidade cientifica - e “rumo ao futuro”.

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