Foi com um triunfo seguro e sem grande brilho que o Benfica superou o teste frente à Académica, por 3-0, em jogo a contar para a 12ª jornada da Liga. Os bicampeões nacionais aproveitaram para se aproximarem provisoriamente de FC Porto e Sporting no topo da classificação e deram continuidade à subida de forma evidenciada em Braga.

Num jogo sem grande história e com cerca de 35 mil pessoas nas bancadas, o clube da Luz entrou com apenas uma novidade no onze inicial: Jonas. E foi efetivamente o brasileiro a destacar-se numa primeira fase da partida, acabando por partilhar os holofotes ao cair do pano como jovem Renato Sanches. Mas já lá vamos à nova coqueluche da Luz…

Do outro lado estava uma Académica a atravessar a melhor fase da temporada: sete jogos consecutivos sem perder e uma estabilidade positiva sob o comando de Filipe Gouveia. O desafio passava por travar o ímpeto inicial dos encarnados e isso foi conseguido – em parte – pelos estudantes. Só faltou a segunda parte do plano: atacar.

O domínio territorial do Benfica foi a expressão natural da diferença de valores entre os dois conjuntos, tal como a escassez de ocasiões revelou alguma falta de acutilância encarnada e igual dose de solidez dos ‘estudantes’. Só dois remates de Pizzi e uma queda de Jonas na área – com o árbitro a nada assinalar perante os protestos dos anfitriões – foram capazes de quebrar a monotonia que se ameaçava instalar no jogo.

Entretanto, uma saída disparatada da baliza de Pedro Trigueira deitou tudo a perder na estratégia estudantil. O guardião comete penálti sobre Gaitán aos 35 minutos e na conversão o brasileiro Jonas não perdoou. Estava feito o 1-0 e o regresso aos golos do melhor marcador da Liga, ditando assim a vantagem ao intervalo.

No segundo tempo, o Benfica intensificou o ritmo, muito por culpa do ‘miúdo’ Renato Sanches. A irreverência e pujança do médio de 18 anos começaram a fazer-se sentir de forma mais visível e a equipa de Rui Vitória acabou por crescer. Ao trabalho de pressão e ocupação de espaço mais efetivo no primeiro tempo, o último produto ‘made in Seixal’ juntou então a clarividência, atrevimento e velocidade na condução do jogo.

Se é verdade que foi Jonas uma vez mais a marcar e a dar tranquilidade com o 2-0, novamente de grande penalidade (mão de Ofori na área), aos 70’, o momento alto da partida estava guardado para mais tarde.

Aos 85’, Renato Sanches achou por bem tentar a sorte a 30 metros da baliza da Académica. Saiu uma bomba indefensável para Pedro Trigueira e o 3-0 para o Benfica na sua estreia a titular no Estádio da Luz. Melhor era impossível para Renato Sanches.

O apito final de Luís Ferreira chegou pouco depois, coroando nova vitória do Benfica na Liga.

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