O FC Porto vai sofrer a maior razia deste século no seu plantel. Os 'dragões' preparam-se para perder entre cinco a sete titulares e podem ver metade da equipa deixar o clube no final da temporada. A defesa será a mais afetada.

Entre jogadores já vendidos e outros que serão transferidos, entre atletas que terminam contrato e vão sair e outros que serão dispensados, o FC Porto arrisca-se a entrar em 2019/2020 com menos de metade dos jogadores do atual plantel. Entre os titulares, Casillas, Filipe, Alex Telles, Militão, Herrera, Marega e Brahimi vão deixar o plantel azul-e-branco.  Adrian López, Maxi Pereira, Fabiano e Hernâni terminam contrato e não vão ficar.  O fraco rendimento de André Pereira e Fernando Andrade deverá levar os dois avançados a deixar o clube. Ao todo, Conceição poderá perder 13 jogadores da equipa principal.

Transferências: Militão já foi vendido mas outros vão sair

O ano de 2019 promete ser marcante para os cofres azuis-e-brancos. O FC Porto poderá ultrapassar os 150 milhões de euros em vendas esta época, batendo o recorde do Benfica, estabelecido em 2017. Os 'dragões' já venderam Éder Militão ao Real Madrid por 50 milhões de euros e encaixaram ainda 2,5 milhões com o guarda-redes José Sá, depois de o Olympiacos exercer a opção de compra no final do empréstimo. Nos cofres da SAD já estão 52,5 milhões de euros.

Filipe é dado como certo no Atlético Madrid por 20 milhões de euros. Os 'colchoneros' também pretendem levar Alex Telles para ocupar a vaga do lateral esquerdo Filipe Luís. O jornal ABola, que fez as contas das saídas do FC Porto esta época, fala numa verba a rondar os 35 milhões de euros.

Quem também está de saída é Moussa Marega. O FC Porto não irá travar a saída do maliano, que deverá ter o West Ham como destino. A imprensa inglesa fala numa verba a rondar os 40 milhões de euros.

Da Grécia poderão chegar 12 milhões de euros, que é o preço estipulado para Sérgio Oliveira. O médio fez uma grande época no PAOK, onde se sagrou campeão e venceu a Taça da Grécia com o emblema de Salónica, que está a ponderar seriamente a aquisição do seu passe.

Saídas a custo zero e o caso Casillas

Além dos jogadores vendidos ou que ainda serão transferidos, há que contar com os titulares que terminam contrato em junho e não vão renovar. Brahimi e Herrera estão de saída já que a SAD azul-e-branca não conseguiu chegar a acordo com os dois atletas para prolongarem os seus vínculos.

Casillas é outro caso. O guarda-redes espanhol sofreu um enfarte do miocárdio no dia 1 de maio, teve de ser operado de urgência mas já não deverá voltar a competir. Pinto da Costa gostaria de vê-lo na estrurutura azul-e-branca mas ainda nada se sabe sobre o futuro do internacional espanhol.

Há mais jogadores a saírem a custo zero. Adrian López termina contrato e vai sair, tal como Hernâni, Fabiano, e Maxi Pereira. Os quatro são jogadores de segunda linha, sendo que o lateral uruguaio e do avançado espanhol tem um peso forte na folha salarial. As suas saídas deixarão o FC Porto com maior margem de manobra neste capítulo.

Com tantas mudanças, é de esperar uma verdadeira revolução no Dragão, liderado por Sérgio Conceição. Escreve o jornal OJogo na sua edição desta sexta-feira que Pinto da Costa quer que seja Conceição a liderar a reconstrução do plantel, algo que deverá arrancar assim que terminar a final da Taça de Portugal. Outro desafio que se coloca ao técnico é o de voltar a ser campeão, depois de perder tantos titulares, algo que nunca aconteceu neste século.

2,5 jogadores/época é a média de saídas de titulares neste século

No início da época 2004/2005, após a conquista da Liga dos Campeões, o FC Porto viu partir Ricardo Carvalho, Paulo Ferreira, Pedro Mendes, Alenitchev e Deco, cinco jogadores que eram titulares e que foram cruciais na conquista da Liga milionária e do campeonato. Também Jankauskas, Ricardo Fernandes e Marco Ferreira deixaram o Dragão nessa época. Chegaram os internacionais brasileiros Luís Fabiano e Diego e ainda Quaresma mas o FC Porto terminou o campeonato no 3.º posto, numa época em que teve três treinadores (Del Neri, Victor Fernandez e José Couceiro).

Em termos de perdas de jogadores titulares neste século, 2014/2015 foi o ano em que saíram mais jogadores do onze. Desde 2000/2001, o FC Porto tem deixado sair, em média, 2,5 titulares por época, de acordo com dados compilados pelo jornal OJogo na sua edição desta sexta-feira. Em 2014/2015 saíram quatro jogadores (Mangala, Fernando, Otamendi e Defour), tal como em 2005/2006 (Maniche, Costinha, Seitaridis e Jorge Costa).

Depois da final da Taça de Portugal com o Sporting, a SAD azul-e-branca começará a trabalhar na reconstrução do plantel. Os azuis-e-brancos acreditam que Conceição é o homem certo para esta tarefa, depois de o técnico ter pegado numa equipa destroçada, feita com jogadores que estavam emprestados e sagrado campeão em 2017/2018 e brilhado na Liga dos Campeões.

Conceição terá vários jogadores das camadas jovens na pré-época para serem avaliados e ainda maior margem de manobra nas contratações. Os 'dragões' já se libertaram das 'correntes' do fair-play financeiro da UEFA, pelo que a ordem é investir.

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