O Benfica está reunido esta tarde para decidir os próximos passos, depois da suspensão do mandato de Vieira e da ascensão de Rui Costa ao posto máximo do clube.

A CMTV adianta que o líder interino do clube considera que existe apenas uma opção em cima da mesa, a convocação de eleições, mas só depois de concluído o empréstimo obrigacionista, o playoff da Champions e o mercado de transferências.

O canal acrescenta ainda que o processo eleitoral, que poderá ser iniciado com uma demissão em bloco da direção, deverá começar no próximo mês de setembro.

Luís Filipe Vieira, de 72 anos, é uma das quatro pessoas sob suspeita de estar envolvido em “negócios e financiamentos em montante total superior a 100 milhões de euros, que poderão ter acarretado elevados prejuízos para o Estado e para algumas das sociedades”, na operação Cartão Vermelho.

O empresário comunicou na sexta-feira a suspensão do exercício de funções como presidente do Benfica, “com efeitos imediatos”, por intermédio do seu advogado, à porta do Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa.

Em causa estão “factos ocorridos, essencialmente, a partir de 2014 e até ao presente” e suscetíveis de configurar “crimes de abuso de confiança, burla qualificada, falsificação, fraude fiscal e branqueamento”.

Para esta investigação foram cumpridos 44 mandados de busca a sociedades, residências, escritórios de advogados e uma instituição bancária em Lisboa, Torres Vedras e Braga. Um dos locais onde decorreram buscas foi a SAD do Benfica que, em comunicado, adiantou que não foi constituída arguida.

No mesmo processo foram também detidos Tiago Vieira, filho do presidente do Benfica, o agente de futebol Bruno Macedo e o empresário José António dos Santos, conhecido como ‘o rei dos frangos’.

Na sexta-feira, Rui Costa, até então vice-presidente, assumiu a liderança do Benfica, após Luís Filipe Vieira ter suspendido as funções como presidente, depois de ter sido detido no âmbito de uma investigação que envolve negócios e financiamentos superiores a 100 milhões de euros, com prejuízos para o Estado e algumas sociedades.

Luís Filipe Vieira está em prisão domiciliária até ao pagamento de uma caução de três milhões de euros, por suspeita de vários crimes económico-financeiros.

Na operação Cartão vermelho, que envolve mais três suspeitos, Luís Filipe Vieira está indiciado por abuso de confiança, burla qualificada, falsificação de documentos, branqueamento de capitais, fraude fiscal e abuso de informação.

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