O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) assinou hoje um protocolo de cooperação com Federação, Liga e Sindicato de jogadores, com o objetivo de fiscalizar e combater as situações de futebolistas ilegais em Portugal.

Com a assinatura deste protocolo, as quatro entidades pretendem estreitar informação e alargar o âmbito de colaboração relativo à autorização de residência de estrageiros praticantes da modalidade, depois de, nos últimos meses, várias ações de fiscalização do SEF terem permitido identificar mais de 1.000 futebolistas em situação ilegal.

"Temos de ter uma política de inclusão e não podemos excluir quem quer que seja. Contudo, essa inclusão tem de ser feita com regras. Este protocolo é um passo determinante na articulação entre as entidades públicas e os agentes de futebol", afirmou o presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes.

Por seu lado, o presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Luís Duque, referiu que "este protocolo é mais uma ferramenta para o futebol português cumprir as suas obrigações para com os jogadores e suas famílias, os adeptos e a sociedade portuguesa em geral".

"É uma ferramenta que nos responsabiliza", disse o líder da LPFP.

Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF), destacou a importância da "defesa dos jogadores", mostrando-se ainda convicto de que esta "colaboração estreita entre as entidades envolvidas" trará proveitos "a médio prazo".

Já o secretário de Estado da Administração Interna, João Almeida, salientou a "eficiência do contato permanente e troca de informações" entre o SEF e as entidades do futebol nacional.

"O futebol é importante, representa muito do ponto de vista social, económico e deve ser tratado com a dignidade que merece. Este protocolo é uma forma de melhorar a fiscalização e a capacidade de atuação, numa área que está identificada como sendo de potencial risco de perversão das regras da imigração", afirmou.

Também o secretário de Estado do Desporto e Juventude, Emídio Guerreiro, realçou que os casos de futebolistas ilegais são "um problema de todos e não apenas do SEF", pelo que devem ser resolvidos "em parceria".

Por outro lado, o governante rejeitou que esta medida venha a contribuir para uma redução da aposta dos clubes portugueses em jogadores estrangeiros.

"A legalidade não é inimiga da qualidade nem da quantidade. Nós não queremos que eles não venham. Queremos, sim, garantir que venham com o enquadramento certo para poderem atingir o seu sonho e serem jogadores de futebol", referiu.

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