O Sporting venceu, esta quarta-feira, o Gil Vicente por 3-1 e isolou-se no segundo lugar da classificação, ultrapassando o FC Porto.

Acertava-se o calendário na I Liga, a horas impróprias...21h45 em noite de quarta-feira, culpa da Champions que se jogava também a essa hora.

Veja o resumo da partida

Rúben Amorim repetia a equipa, com Nuno Santos, Jovane e Pedro Gonçalves na frente. Os leões tinham um sério desafio tático pela frente, já que a equipa de Rui Almeida apresentava-se num esquema muito semelhante aos leões, com uma linha de cinco a defender. Enquanto do outro lado da segunda circular se discutiam eleições, em Alvalade, os verdes e brancos precisavam de vencer para se isolarem no segundo lugar.

Equipas amarradas e 45 minutos a não deixarem saudades

Os primeiros minutos do encontro até prometiam, com o Sporting a criar logo um lance de perigo à passagem do minuto 3´, num desvio de Matheus Nunes que permitiu a defesa de Denis. Três minutos volvidos e o perigo voltou a assolar a baliza do Gil Vicente, com o mesmo Denis a tentar despachar contra Jovane e com a bola por pouco a entrar na baliza.

Acabaram por ser 'sol de pouca dura' estes primeiros minutos frenéticos do encontro. O Sporting começou por demonstrar muita dificuldade em construir e em furar a linha defensiva de cinco do Gil Vicente. Mesmo com os leões com mais bola no pé, o Gil Vicente tentava quando podia ameaçar a baliza do Sporting. Talocha deu o primeiro sinal, numa boa arrancada seguida de remate rasteiro ao lado da baliza de Ádan. Para além do Gil Vicente ser uma equipa muito sólida no processo defensivo, o Sporting também circulava a bola de forma demasiado previsível e só quando conseguia imprimir velocidade conseguia criar dificuldades para os gilistas, que sentiram-se quase sempre muito confortáveis lá atrás.

Com dificuldades em transpor as linhas dos visitantes, a solução passava pela bola parada e pelo remate de fora área. Foi desta forma que o Sporting tentou até ao final da primeira parte ferir a equipa do Gil Vicente. Feddal, por duas vezes, primeiro num cabeceamento e depois num pontapé de primeira tentou desfeitear o guardião adversário, sem grande sucesso. Em cima do intervalo, Samuel Lino disparou de longe, com a bola a passar por cima do travessão.

Teria que mudar muitas coisas ao intervalo Rúben Amorim se quisesse inverter o rumo dos acontecimentos. Mas o que é certo é que a tónica manteve-se no início da segunda parte, com o Gil Vicente a ganhar até um ascendente.

Com as equipas demasiados encaixadas, o Sporting colocou-se a jeito e foi o Gil Vicente a equipa que acabou por chegar ao golo. Livre de Talocha na direita e Lucas Mineiro fez o primeiro da noite. Precisava claramente o Sporting de mexer, face a uma exibição demasiada pálida do conjunto de Amorim. Tiago Tomás e Sporar acabaram por ser lançados para a etapa final do jogo e as alterações acabaram por resultar na mouche. Daniel Bragança, que também foi aposta, acabou também por ser cartada decisiva no desfecho do encontro.

Quando já 'cheirava' a perda de pontos, Sporar, o dianteiro que tem sido tão esquecido por Rúben Amorim, fez o empate. Cruzamento de Pedro Gonçalves, Nuno Santos desvia de cabeça e dianteiro ao segundo poste atirou para o fundo da baliza. Um minuto volvido apenas e o Sporting dava a volta ao marcador. O atacante esloveno, de novo envolvido na jogada, segurou a bola na frente, esperou por Daniel Bragança, o jovem médio assistiu Tiago Tomás que desviou para a reviravolta.

A precisar de segurar o três pontos, Amorim lançou Gonçalo Inácio no jogo. Até final e já com a anarquia a imperar dentro das quatro linhas, Pedro Gonçalves ainda foi a tempo de fazer o terceiro golo num remate colocado.

Exibição cinzenta dos leões, mascarada pela 'remontada' já perto do final do encontro. Leões fogem assim ao FC Porto e isolam-se no segundo lugar.

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