Ao todo, foram oito (mais um) os reforços garantidos pelo Sporting para a nova temporada. Na tentativa de formar uma equipa à imagem das ideias e da tática de Rúben Amorim, chegaram a Alvalade um guarda-redes (Adán) três defesas (os laterais Antunes e Pedro Porro e o central Feddal), dois médios (Pedro Gonçalves e João Mário) e dois extremos (Nuno Santos e Tabata). A juntar a estes, há que destacar ainda o regresso de João Palhinha, após duas temporadas de empréstimo ao Sp.Braga.

Depois de uma temporada decepcionante, naquela em que o clube acabou por somar o maior número de derrotas da sua história e terminar no quarto lugar da classificação, muito por culpa de uma má preparação da época e de uma abordagem muito questionável ao mercado de transferências em 2019/20, para 2020/21 a SAD leonina parece ter aprendido a lição, sendo possível pelo menos perceber a 'ideia' por trás da abordagem ao mercado.

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Rúben Amorim, que em março pegou numa equipa que não tinha sido formada por ele e aproveitou para começar a introduzir a sua maneira de jogar e a sua abordagem tática ao jogo, aproveitando para lançar vários jovens que, agora, entram para esta nova época já com algum traquezo, adquirido nesse final de temporada, vai assim poder abordar a temporada de 2020/21 com uma equipa por si formada, e com contratações feitas a pensar na sua forma de jogar. Um aspeto positivo, mas que ao mesmo tempo lhe aumenta as responsabilidades: se falhar, não terá as mesmas desculpas que (justificadamente) tinha no final da temporada passada.

Entre entradas e saídas, o saldo é positivo. E não falamos apenas em termos financeiros...

Ao todo, o Sporting gastou qualquer coisa como 17,5 milhões de euros em contratações. Pedro Gonçalves chegou do Famalicão por 6.5 milhões de euros e foi o reforço mais caro, Nuno Santos e Feddal custaram 3 milhões cada e veiram, respetivamente, do Rio Ave e do Bétis e foram ainda pagos 5 milhões de euros ao Portimonense por 50 por cento do passe de Tabata. Adán e Antunes chegaram a custo zero, Porro veio por empréstimo do Manchester City e, em cima do fecho do mercado, João Mário chegou também por empréstimo, cedido pelo Inter.

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Em sentido contrário, entre inúmeras saídas - a maior parte por empréstimo - de jogadores menos utilizados na última época, deixaram Alvalade alguns nomes importantes, que contudo renderam um total de cerca de 40 milhões de euros (contando também com a venda de Matheus Pereira em definitivo ao WBA, depois de ter estado cedido aos britânicos na última época). Além do lusobrasileiro, Acuña foi vendido ao Sevilha por 10,5 milhões de euros (podendo o valor chegar aos 14 milhões) e Wendel, no último dia do mercado, foi vendido ao Zenit por mais de 20 milhões de euros (podendo a venda atingir os 24 milhões).

Feitas as contas, o saldo a nível financeiro é positivo em mais de 22 milhões de euros, o que não deixa de ser assinável. E se Wendel e Acuña eram, num plantel como o do Sporting, dois jogadores cuja classe saltava à vista e que tinham papel preponderante no plantel, a verdade é que, fazendo as contas 'entre o deve e o haver', também a nível desportivo o saldo será positivo.

Se Acuña fazia a diferença pela esquerda e dava profundidade e garra à equipa por esse flanco, o Sporting tem já em Nuno Mendes, jovem lançado no final da época passada por Rúben Amorim, um substituto à altura para valorizar, com a vantagem de não ter o 'temperamento' do argentino, que lhe custava inúmeros cartões. E se Wendel parecia destinado a ser o motor deste Sporting e a ditar o ritmo do jogo da equipa nas transições defesa/ataque, a sua saída fica, apesar da inegável qualidade técnica do brasileiro, compensada com as chegadas de dois portugueses cuja qualidade também não deixas dúvidas a ninguém e não precisarão de muito para se afirmarem como titulares: Pedro Gonçalves e, claro, o regressado João Mário.

Que 'onze' tipo poderão apresentar, então, os 'leões'?

Sempre fiel ao seu 3-4-3, para o seu 'onze' Rúben Amorim terá sobretudo a vantagem, em relação à temporada passada, de contar agora com alternativas que garantem que a qualidade não descerá muito se algum dos habituais titulares tiver que sair, seja por lesão, castigo, ou mesmo quebra momentânea de forma.

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Na baliza reside a dúvida de quem será o titular. Afetado pela COVID-19, Max poderá precisar de algum tempo para recuperar a titularidade, neste início de época entregue ao reforço Adán. Mas ambos já mostraram - o português no final da última época e o espanhol no arranque desta - darem garantias a Rúben Amorim.

Os três centrais deverão ser, por norma, Feddal, Coates e Eduardo Quaresma, que deverá voltar à titularidade quando estiver plenamente recuperado da infeção com COVID-19, relegando para o banco um Luís Neto que, ainda assim, é garantia de experiência sempre que necessário. Depois há ainda o jovem Gonçalo Inácio, em quem os 'leões depositam grandes esperanças.

Nas laterais, à esquerda o jovem prodígio Nuno Mendes parece indiscutível, mas chegou Antunes para conferir também alguma experiência àquele setor quando for preciso. Na direita, Pedro Porro chegou, viu e venceu. Ristovski chegou a estar na porta de saída, não saiu, pelo menos para já, mas dificilmente tirará a titularidade ao espanhol, que parece ser aposta segura de Amorim.

Ao centro são agora muitas as opções, mesmo olhando para as saída de Wendel, motor da equipa, em cima do fecho do mercado. Matheus Nunes está a crescer, o regressado Palhinha também é opção segura e chegaram aqueles que serão, talvez, os dois grandes reforços da época: João Mário e Pedro Gonçalves, que também poderão jogar um pouco mais à frente no terreno.

Aí, mais à frente, Jovane Cabral e Vietto (com Nuno Santos à espreita) parecem partir na frente para jogarem no apoio ao homem mais avançado, onde a primeira opção tem sido Tiago Tomás, em detrimento de Sporar. O jovem avançado português parece enquadrar-se melhor no sistema tático de Rúben Amorim.

Assim, o 'onze' tipo do Sporting para esta época, pelo menos nos primeiros tempos, não andará muito longe do seguinte: Adán (Max); Feddal, Coates, Quaresma; Porro, N.Mendes, (M.Nunes) Palhinha, Pedro Gonçalves; João Mário, Jovane Cabral (Vietto) e Tiago Tomás.

E, de fora, à espreita de qualquer oportunidade, estarão nomes como Daniel Bragança, Tabata, Gonzalo Plata ou mesmo o jovem Joelson Fernandes. Opções, este ano, parecem não faltar.

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