Há 39 anos que a Académica não sabe o que é vencer o FC Porto no seu estádio. A última vez que isso aconteceu foi em 1971 quando os “estudantes” inverteram um resultado negativo de 2-0 e selaram um triunfo por 3-2.

Esta temporada, a briosa surge num admirável terceiro lugar (14 pontos) e o treinador, Jorge Costa, não enjeita a possibilidade de conquistar uma vitória no estádio Cidade de Coimbra diante do FC Porto e, deste modo, acabar com o longo jejum.

Em conferência de imprensa de antevisão do encontro, o treinador da Académica, Jorge Costa, deixa claras as pretensões dos seus jogadores: “É possível vencer. Sabemos que não é fácil. Temos consciência de que vamos defrontar a equipa mais forte do campeonato, mas sabemos que temos as nossas possibilidades. Vamos lutar pelo que mais nos interessa que é a vitória”.

O técnico da “Briosa” deita, de forma indirecta, a pressão para os ombros dos jogadores do FC Porto: “Estou numa situação perfeitamente confortável na tabela, sem aquela obsessão pelos pontos. Temos tudo a ganhar e pouco a perder”.

Os azuis-e-brancos chegam a este jogo na liderança do campeonato e trazem na bagagem o melhor ataque e a melhor defesa do campeonato, e o melhor marcador da prova (Hulk). Perante tais argumentos, quando questionado sobre como irá parar o avançado brasileiro, Jorge Costa preferiu não individualizar e destacar o colectivo azul-e-branco: “Parece-me que seria um erro estar a individualizar os jogadores do FC Porto, sabemos que temos de jogar como um todo. O Porto tem pontos muito fortes que vamos tentar minimizar”.

Este jogo fica também marcado pela ligação que os treinadores das duas equipas têm aos clubes adversários. André Villas-Boas estreou-se, na temporada passada, como treinador da Académica e foi o seu trabalho, aqui realizado, que lhe permitiu dar “o salto” para o comando técnico dos dragões. Já Jorge Costa foi durante muitos anos jogador e capitão do FC Porto.

O agora treinador da equipa de Coimbra não considera que esse facto traga uma vantagem clara de uma equipa sobre a outra: “Hoje em dia não há muitos segredos do futebol. O André tem uma vantagem porque conhece a maior parte destes jogadores, mas eu também tenho um passado ligado ao FC Porto. Não me parece que seja esse o facto que poderá decidir o jogo de sábado”.

Em jeito de conclusão, Jorge Costa não esconde a sua ligação emocional ao clube da cidade invicta, mas refere que acima de tudo é profissional: “Dedico-me de alma e coração a quem me contrata e a quem acredita em mim. Se ganhar vou festejar, claro”.

O jogo Académica – FC Porto está marcado para o próximo sábado, a partir das 21h15.

Newsletter

Receba o melhor do SAPO Desporto. Diariamente. No seu email.

Notificações

SAPO Desporto sempre consigo. Vão vir "charters" de notificações.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.