O Vitória de Guimarães registou um resultado líquido negativo de quase dois milhões de euros (ME) e viu o seu passivo aumentar em 2010/11, gestão económica e financeira que mereceu críticas do Conselho Fiscal do clube.

Ainda assim, o órgão fiscalizador do Vitória aconselha o voto favorável dos sócios na Assembleia-Geral (AG), marcada para dia 28 de outubro, na qual será discutido e votado o relatório e contas de 2010/11, mas alerta para a possível «insustentabilidade futura do clube».

O documento, tal como o parecer do Conselho Fiscal disponibilizado no sítio do clube na Internet, revela que o resultado negativo foi de 1,958 ME e que o passivo total do clube é de agora 15,118 ME euros, mais 54.218 euros do que na época passada.

O Conselho Fiscal considera que o encaixe de sete ME realizado em 2010/11 com a venda de jogadores «deveria ter proporcionado uma redução do passivo, o que só não aconteceu por um crescimento de custos que deve merecer reflexão, sob pena da insustentabilidade futura da gestão do clube».

As contas de 2010/11 «revelam uma expansão de custos e uma não alcançada contenção, como seria aconselhável dada a situação financeira do país e do clube”, pelo que o Conselho Fiscal “reforça as suas anteriores recomendações para uma revisão da política de gestão económica e financeira».

O órgão defende ainda «uma gestão do futebol profissional mais ancorada no aproveitamento da formação e numa redução do plantel de jogadores profissionais».

«O número de jogadores com contrato, incluídos no plantel do clube e emprestados a outros clubes, começa a ser excessivo e um fator de desvalorização desses ativos pela sua menor visibilidade», pode ler-se.

Os responsáveis pela fiscalização das contas do clube notam ainda «a quebra de receitas resultantes das quotizações e patrocínios, o não cumprimento do orçamento das modalidades ‘amadoras’, o crescimento dos custos com fornecimentos e serviços externos superior ao que seria desejável», que aliados ao “crescimento do investimento no futebol profissional” explicam o resultado negativo de quase dois ME.

Ainda assim, o Conselho Fiscal «reconhece que as contas apresentadas refletem com verdade e rigor a situação do clube» e aconselha a sua aprovação em AG, caso contrário «seriam graves os prejuízos».

A AG de 28 de outubro servirá ainda para ratificar o nome de Jorge Afonso Martins para vice-presidente da direção, designado pelo presidente, Macedo da Silva.

No final, como habitualmente, estão reservados 30 minutos para discutir temas do interesse do clube.

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