O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, foi hoje absolvido da acusação de difamação agravada, num processo que lhe foi movido pelo administrador da SAD do FC Porto Antero Henrique.

A juíza do segundo juízo criminal do Porto entendeu que não havia matéria para condenar o dirigente "encarnado".

A queixa de Antero Henrique teve por base declarações proferidas pelo presidente benfiquista em entrevista à RTP a 17 de julho de 2008, na qual, comentando o processo Apito Dourado, comparou o ambiente do futebol português a um «estado siciliano».

Depois de terminado o julgamento, um dos advogados de Vieira, José Luís Seixas, disse que foi feita justiça, enquanto o representante Antero Henrique, Gil Moreira, não prestou declarações.

A 15 de novembro, na sessão de alegações finais, a procuradora do Ministério Público defendeu que as declarações de Luís Filipe Vieira «colocam suspeitas sobre a honorabilidade do queixoso», porque, «pela construção narrativa e lógica do seu discurso», transmitem uma «mensagem altamente violadora».

O advogado do dirigente portista, Gil Moreira, garantiu não ter dúvidas de que «Luís Filipe Vieira viu naquele discurso uma forma de atingir Antero Henrique».

Por outro lado, um dos advogados de Vieira alegou que ninguém poderia tirar uma conclusão dessas. «Não coloquem na sua boca coisas que ele não disse e muito menos entrem na sua cabeça imputando-lhe intenções e pensamentos», disse então Miguel Lourenço.

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