O Estrela da Amadora vai permanecer no Estádio José Gomes até ao final da temporada, aumentando em 150% os custos associados, anunciou hoje o clube da II Liga portuguesa de futebol, após assembleia de credores.

“Após a Assembleia de Credores ocorrida na manhã de hoje, foi aprovada a permanência do Clube e da SAD no estádio José Gomes até ao final da presente época desportiva, com o aumento de 150% dos custos associadas a essa permanência”, escreveram os responsáveis ‘tricolores’, em comunicado partilhado nas redes sociais.

Na mesma nota da entidade liderada por André Geraldes pode ler-se que “ficou definido ainda que o Administrador da Insolvência terá a incumbência de realizar um novo leilão da totalidade dos bens que compõem a massa insolvente e, caso a venda não se concretize, proceder-se-á à venda dos lotes em separado: Estádio e Bingo”.

O recinto desportivo foi colocado à venda em leilão em 2019 para abater parte das dívidas do extinto Clube de Futebol Estrela da Amadora, existindo então um projeto que visava a requalificação do relvado e também do próprio recinto, na Reboleira.

Em novembro de 2020, teve lugar um primeiro leilão, mas as propostas apresentadas foram todas abaixo de seis milhões de euros (ME), seguindo-se novo leilão em 15 de abril deste ano, no qual a proposta da SAD amadorense, de dois ME, foi recusada pelo administrador judicial, pois ficou abaixo dos 3,1ME (valor indicado nas condições de venda), embora o anúncio do leilão constasse que o valor mínimo de venda era 5,1ME.

Tanto o clube como a SAD ‘tricolor’ asseguraram no comunicado que, “como até aqui, […] defenderam em conjunto os interesses do Estrela da Amadora, tendo como pressuposto a refundação deste histórico clube e a salvaguarda dos interesses dos antigos credores, assim como da memória histórica desta grande instituição”.

“Foi com alguma estranheza e tristeza que o Clube e a SAD viram o não reconhecimento dos imensos trabalhos de melhoramento realizados no Estádio José Gomes que permitiram, por exemplo, a realização no dia de hoje de um jogo internacional, trabalho esse que poderá vir a ser em vão, caso sejamos obrigados a abandonar as instalações”, realçaram, em alusão ao jogo entre as seleções sub-21 de Portugal e Bielorrússia, disputado hoje na Amadora, com tangencial vitória lusa (1-0).

A SAD estrelista lembrou que a sua vinda para o projeto “foi uma solução para o Estrela da Amadora e a massa insolvente”: “Ao fim de 12 anos, fomos a única entidade a efetuar uma proposta concreta e séria e que cumpria todos os pressupostos legais”.

“Esperamos, por isso, que ao longo da restante época seja possível um entendimento com todos os envolvidos para mantermos o nosso clube vivo. No estádio José Gomes ou em qualquer campo do país o Estrela jamais acabará!”, concluem os amadorenses.

Depois de acumular dívidas superiores a 36 milhões de euros, o Estrela da Amadora foi declarado insolvente, em 2011, na sequência do chumbo dos mais de 200 credores, entre os quais o Estado, no plano de recuperação do clube.

O processo de venda do Estádio José Gomes, que incluiu também o campo de treinos e o edifício onde funciona o bingo, que está concessionado, tem estado num impasse desde então, embora entre 2011 e 2013 tenha havido, sem sucesso, duas tentativas de venda.

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