A Naval 1º de Maio, da série E do Campeonato Nacional de Seniores de futebol, vai jogar no domingo, depois de o proprietário da SAD ter chegado hoje a acordo com o plantel e os jogadores terem regressado aos treinos.

Em declarações à agência Lusa, Paulo Bolou, o luso-angolano que comprou, em dezembro, a maioria das ações do capital da Sociedade Anónima Desportiva do clube, garantiu que a equipa da Figueira da Foz se vai apresentar no domingo, às 15:00, no estádio municipal José Bento Pessoa, frente ao Águias do Moradal.

"Chegámos a um acordo, quem quiser jogar joga nas condições que foram apresentadas. Não podíamos dar nova falta de comparência, porque éramos excluídos do campeonato. Eu até lhes disse [aos jogadores] que jogava este plantel ou outro qualquer, se fosse preciso", frisou Paulo Bolou.

Apesar de só a 11 de janeiro [sábado] cumprir o primeiro mês como novo proprietário da SAD, Paulo Bolou diz que vai até sexta-feira adiantar dinheiro ao plantel, proposta que terá sido aceite pelos jogadores.

O proprietário da SAD da Naval - que comprou a totalidade das ações detidas por Aprígio Santos, num negócio formalizado a 11 de dezembro - mantém que está "disponível para ajudar" o grupo de trabalho , mas recusou responsabilidades em eventuais dívidas anteriores àquela data.

"Há pessoas no grupo de trabalho  que querem ver resolvidas situações [de ordenados em atraso] com três ou quatro meses. Mas eu não posso ser responsabilizado por coisas de gestões anteriores", alegou.

Já sobre a formalização, em assembleia-geral da SAD da Naval, da sua condição de novo proprietário, Paulo Bolou - que diz ter comprado 84,18% das ações, sendo o restante detido pela Naval 1º de Maio (15%) e 0,82% pela Naval Capital, gestora das participações do clube - assumiu que a reunião ainda não se realizou.

"Ainda não houve [assembleia] e ainda bem que não houve. Tive divergências com o outro sócio [um brasileiro que chegou a ser apresentado como coproprietário da SAD na Naval] e ele foi embora", frisou.

O próprio contrato de compra das ações, adiantou, foi assinado com o pressuposto de vir a ser a aprovado o Plano Especial de Revitalização que a SAD da Naval 1º de maio entregou em tribunal e cuja assembleia de credores só deverá realizar-se em fevereiro.

"A nossa compra foi na condição de o plano ser aprovado, está dependente disso. Se for, assumiremos a dívida [cerca de seis milhões de euros, a entidades públicas e privadas], mas se não for, não há como fazer um caminho para o clube", argumentou.

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