Esta foi a solução encontrada pelos jogadores para mostrar o desagrado com os três meses de salários em atraso que equipa vem acumulando.

A informação foi avançada por Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF), que hoje esteve reunido com os atletas, nas instalações do clube poveiro.

“Se até à próxima sexta-feira, 18 de Dezembro, a Direcção não liquidar mês e meio de salário em falta, correspondente a parte de Setembro e Outubro, os jogadores não vão estar presentes no desafio frente ao Portimonense”, disse o líder do Sindicato.

Joaquim Evangelista frisou que esta foi uma solução unânime do plantel, mas depois de também se reunir com a Direcção do Varzim, acredita que o clube irá liquidar as verbas antes do prazo.

“Pareceu-me que o Varzim está empenhado em resolver a situação até sexta-feira, ou mesmo antes. A Direcção demonstrou compreensão e capacidade para pagar, dando-nos alguma tranquilidade”, afirmou Evangelista.

Ainda assim, e caso o clube não cumpra as obrigações até ao final da próxima semana, o Sindicato irá apoiar financeiramente os atletas: “Caso a situação não fique regularizada o Sindicato avançará com uma verba, de acordo com as nossas possibilidades, a todos os jogadores”, confirmou Joaquim Evangelista.

O presidente do SJPF sublinhou que “não é do agrado das partes que haja uma greve”, mas considera impensável que os jogadores sejam os maiores prejudicados.

“Pagar aos profissionais de futebol, que garantem o negócio e espectáculo, é uma condição essencial. Os atletas não são palhaços são pessoas que têm de ser respeitados e dignificados”, frisou Joaquim Evangelista.

Da parte da Direcção do Varzim, Lopes de Castro, presidente do clube, mostrou confiança para resolver a situação salarial do plantel.

“Independentemente das datas que os jogadores ponham em cima da mesa, quando recebermos o dinheiro que nos devem, e estamos a trabalhar muito para isso, os jogadores também receberão”, disse o líder do clube poveiro, acrescentando: “Tudo indica que isso acontecerá nos próximos dias”.

Ainda assim, Lopes de Castro disse entender esta tomada de posição do plantel: “O Varzim respeita na plenitude os direitos dos jogadores. Pessoalmente compreendo a atitude da greve, desde que seja tomada com correcção. Se estivesse no lugar deles faria exactamente a mesma coisa”.

Lopes de Castro repudiou, no entanto, o facto de não ter sido informado pelo grupo de trabalho da conferência de imprensa da semana passada, onde os jogadores denunciaram a situação dos salários em atraso.

“O plantel do Varzim esqueceu-se que o clube ainda tem uma Direcção. Deviam ter falado connosco antes de tomar uma atitude, soubemos tudo pelos jornais”, disse o líder varzinista.

Na conferência de imprensa da passada semana, o plantel do Varzim denunciou a existência de três meses de salários em atraso. O capitão de equipa, Pedro Santos, referiu então que “há jogadores a viverem situações dramáticas, com alguns deles a comerem apenas bolachas às refeições”.

O Varzim ocupa a 14.ª posição da Liga de Honra, somando 12 pontos, os mesmos do Penafiel, e mais dois que o Freamunde e o Carregado.

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