Graça Freitas, diretora geral da saúde, explicou a forma como os jogadores da Seleção Nacional que testaram positivo para o novo coronavírus puderam regressar aos países onde jogam, no dia em que Ronaldo regressou também a Turim num avião-ambulância.

"Aplicam-se a estes jogadores o que se aplica a qualquer cidadão. Quando um cidadão estrangeiro, e aconteceu com os jogadores, o transporte em condições de segurança fica a cargo da pessoa e de resto é tratado como qualquer outra pessoa. Encontrado o transporte tem de ser sujeito a uma avaliação das autoridades de saúde", disse, antes de explicar uma das parte fundamentais do regresso de um residente no estrangeiro.

"Uma das coisas que estas pessoas fazem é assinar uma declaração em como vão cumprir o período de isolamento, o próprio tem de assinar, sem isso não avança. A DGS , como todos os países da UE, está obrigada a comunicar aos outros países em como essa pessoa testou positivo, iniciou um isolamento e que vai para a sua residência, a partir daí fica sobre a responsabilidade da autoridade de saúde do país", afirmou.

Questionada sobre a ausência de jogadores em isolamento apesar dos três casos positivos no interior da Seleção, Graça Freitas explicou que o inquérito epidemiológico ainda está em curso, mas que se tratam de indivíduos que não estão na comunidade, acrescentando contudo que poderá ter existido uma falha.

"O inquérito epidemiológico dos jogadores da Seleção ainda não terminou, de qualquer maneira estas pessoas não estão propriamente na comunidade, isto é um grupo que já está isolado, estão na Cidade do Futebol, nas suas bolhas. Pode ter havido uma falha, ainda não sei, mas não estão na comunidade. Vão ser aplicadas as mesmas regras, se as autoridades de saúde chegarem à conclusão que existiram contatos de alto risco tem de tomar as mesma decisão que fizeram noutras circunstâncias decisões e decidir que ficam em isolamento", explicou.

Para as competições da UEFA o procedimento é diferente, explicou a Diretora-Geral da Saúde.

"Nas competições da UEFA está definido que se antes do jogo todos tiverem assintomáticos e todos testarem negativo, a probabilidade de durante o período em que decorre o jogo um deles se vir a tornar sintomático e transmissor é infinitamente pequena e por isso jogam. Outra coisa é 14 dias depois, aí a probabilidade de um contrato de alto risco é bastante maior. São situações muito bem estudadas e todos os cidadãos são tratados da mesma forma", afirmou.

Seja o melhor treinador de bancada!

Subscreva a newsletter do SAPO Desporto.

Vão vir "charters" de notificações.

Ative as notificações do SAPO Desporto.

Não fique fora de jogo!

Siga o SAPO Desporto nas redes sociais. Use a #SAPOdesporto nas suas publicações.