O presidente da Associação de Futebol de Coimbra, Horácio Antunes, disse hoje confiar na resolução “definitiva” do impasse na adequação dos estatutos da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) ao Regime Jurídico das Federações Desportivas (RJFD).

«A maior parte das associações e dos sócios ordinários tem vontade de aprovar o que falta dos estatutos e também o regulamento eleitoral, que é uma consequência dos estatutos. Deduzo que, na próxima Assembleia-Geral (AG), independentemente de alguns votos contra que poderão subsistir, a maioria suficiente e necessária vai subscrever e votar esses três artigos que estavam por concluir e também o regulamento eleitoral», afirmou Horácio Antunes, em declarações à agência Lusa.

O presidente da Associação de Futebol de Coimbra, que na especialidade votou contra os três artigos chumbados a 19 de Março, garantiu a mudança de posição, após as reuniões das últimas semanas com a direção da FPF.

Estas resultaram num documento «que foi posto à consideração de todos os sócios, na tentativa que fosse subscrito por todos», em que são demonstradas «algumas reticências e algum sentido contrário ao RJFD».

«Eu penso que uma grande parte, para não dizer a esmagadora maioria, vai subscrever o documento. A subscrição do documento permitirá que Algarve, Coimbra, Évora, Castelo Branco e Leiria possam viabilizar os artigos que faltam dos estatutos, para não pôr em causa a nossa participação europeia, da selecção e das equipas profissionais», afirmou.

Apesar de considerar «desnecessárias» as «ameaças da FIFA e da UEFA», Horácio Antunes destaca o «sentido patriótico» das associações para «resolver definitivamente o impasse dos estatutos e aprovar o regulamento eleitoral», evitando qualquer punição das instâncias internacionais.

«Está em causa um ano brilhante do futebol português, em que voltamos a ter três representantes na Liga dos Campeões e assistimos a uma ‘performance’ pontual muito boa na Europa… Não íamos nós, agora, prejudicar os clubes, criando aqui alguma situação que pudesse acarretar uma sanção da FIFA ou da UEFA», disse o dirigente.

No sábado, os sócios ordinários da FPF reúnem em nova AG extraordinária, depois de encerrarem a reunião magna interrompida duas vezes, para discutir e votar novamente os pontos chumbados na especialidade a 19 de Março sobre o recurso ao método de Hondt para a eleição dos Conselhos de Arbitragem, Disciplina, Justiça e Fiscal, acerca da composição da AG e a definição e direitos de votação dos delegados na AG, assim como o regulamento eleitoral.

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