Numa altura em que o desperdício já foi demasiado - apenas duas vitórias, contra três empates e uma derrota -, a equipa liderada por Carlos Queiroz tem de ganhar em Copenhaga, bem como no duplo desafio com a Hungria (09 de Setembro fora e 10 de Outubro em casa) e com Malta (14 Outubro) em solo luso, mas isso até pode não ser suficiente.

Com nove pontos conquistados em seis jornadas (os mesmos da Suécia), a quatro da Hungria e a praticamente inatingíveis sete da Dinamarca, Portugal ainda depende de si para chegar ao segundo lugar, mas, mesmo assim, isso pode não bastar para ir à África do Sul.

O "play-off" está reservado apenas aos oito mais pontuados dos nove grupos europeus, mas, mesmo que garantam essa posição, os lusos estão ainda consideravelmente atrasados em relação à concorrência.

As contas ainda são um pouco mais complicadas, pois, mesmo vencendo os quatro desafios por disputar, Portugal passa a Hungria, mas tem ainda a Suécia à perna, que também terminará com 21 pontos caso ganhe igualmente todos os seus jogos.

Aí será a diferença de golos a decidir, já que Portugal e Suécia, ambos neste momento com mais quatro tentos marcados do que sofridos, empataram nas duas vezes em que se encontraram.

Depois de triunfar, com sofreguidão e em cima do “gongo”, na Albânia a 06 de Junho (2-1), Carlos Queiroz evitou o “KO” e aliviou um pouco a grande pressão, lembrando que o importante é “vencer no fim”.

“Isto é uma maratona. Se fosse um ‘sprint’ estávamos em dificuldades, mas as maratonas ganham-se na meta final”, vincou o seleccionador, após o triunfo na Albânia.

Portugal já realizou um desafio esta época, conseguindo um tranquilo triunfo por 3-0 no Liechtenstein, numa partida em que Carlos Queiroz elogiou a atitude e empenho dos seus pupilos, o mesmo que se exige nas próximas “finais”.

A Dinamarca parece definitivamente instalada no primeiro lugar, não só pela vantagem confortável e a tranquilidade que isso lhe confere, mas também pelo facto de ainda receber os seus três adversários directos - Portugal, Hungria e Suécia -, visitando ainda a Albânia.

A Hungria tem os dois desafios com Portugal, a deslocação à Dinamarca e a recepção à Suécia, esta também neste no sábado.

Os suecos têm um calendário aparentemente mais complicado, pois visitam Hungria, Malta e Dinamarca, terminando o apuramento em casa com a Albânia.

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