O seleccionador de futebol sub-21 de Portugal, Rui Jorge, afirmou hoje que a vitória (2-0) de hoje frente à Áustria permitiu à equipa terminar os 10 dias de preparação para a fase de qualificação para o Europeu da categoria com «parte dos objectivos cumpridos».

«A vitória é parte dos objectivos, que passam também por melhorarmos, por percebermos o que não está tão bem e afinarmos isso duma próxima vez», afirmou Rui Jorge, que terminou esta dupla jornada de preparação só com triunfos, depois ter ganho na terça-feira à Alemanha por 4-2.

O técnico fez hoje oito substituições ao intervalo do encontro de hoje com os austríacos e explicou que isso «teve a ver também com gestão de esforço, porque os princípios foram iguais tanto para a equipa que jogou na primeira parte como para a que jogou na segunda».

«O que se passou, na parte estratégica, é que na segunda parte tentámos pressionar mais alto. É um jogo de maior risco e isso notou-se quer pelas oportunidades que nos criaram quer pelas que nós criámos», acrescentou, sublinhando que «os treinadores muitas vezes não gostam» deste tipo de jogo «porque corre-se o risco de perder o controlo da partida».

Rui Jorge disse que na fase de qualificação os seguidores da selecção podem esperar «o que viram até aqui em termos de empenhamento, dedicação e respeito pela camisola e pelo país».

«Depois, se possível, com cada vez mais qualidade. Mas a base passa muito pela espírito de grupo que existe, pela coesão, e depois pela organização e qualidade que tentamos cada vez mais trazer para esta equipa», afirmou.

Sobre o que espera da fase de qualificação, na qual Portugal vai disputar o grupo 6, com a Rússia, Polónia, Moldávia e Albânia, o técnico respondeu «o apuramento».

«Não vamos disputar o apuramento para um Europeu com a ideia de ficar de fora. Isso nunca aconteceu nem acontecerá.

Resta-nos provar, quando iniciar o período de apuramento, que temos essa capacidade. E tentamos desde já começar a fazer isso e evoluir nesse sentido», sublinhou.

Rui Jorge disse que o estágio de cerca de 10 dias serviu para conhecer melhor todos os jogadores e formar ideias para, quando se iniciar a fase de qualificação, fazer as melhores escolhas.

«Já os conheço muito, muito bem e grande parte destes jogadores já sei o que me podem dar. Não posso fazer já a escolhas porque estão dependente de muita coisa, mas já sei o que cada um pode dar à selecção e isso vai ajudar-me a, quando chegar a altura certa, fazer a escolha», disse.

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