“Este terrível mês de janeiro”! Foi o FC Porto que escreveu numa das suas newsletter do Dragões Diário e não há como enganar. Desde o início do ano, os azuis e brancos somam três derrotas, um empate e duas vitórias (ambas no Bessa).

Pelo meio, Lopetegui foi-se embora, Rui Barros tomou conta do barco até à chegada de José Peseiro, que deverá fazer a sua entrada ‘salvadora’ (espera-se) no domingo frente ao Marítimo, equipa que curiosamente está no mesmo grupo da Taça da Liga e a mais forte candidata a seguir para as meias-finais, uma vez que o FC Porto já não tem hipóteses de lá chegar.

O FC Porto perdeu ontem em Famalicão, sem dignidade, e José Peseiro assistiu a tudo a partir da bancada. O treinador português, escolhido pela direção do clube para suceder Lopetegui, precisa de resgatar o brilho do Dragão há muito perdido por esses relvados. Peseiro levou o bloco de notas para ir tirando apontamentos das correções a serem feitas, e são muitas. Contudo, a matéria prima exposta no Estádio Municipal 22 de junho não foi a melhor para ser estudada, uma vez que Rui Barros introduziu um ‘onze’ com muitas caras novas: Helton; Víctor García, Igor Lichnovsky, Maicon Roque, José Ángel; Ruben Neves, Imbula, Sérgio Oliveira; Varela, Suk e André Valente Silva.

Suk era o foco da atenção. Espera-se muito do sul coreano, proveniente do Vitória de Setúbal, que chegou para colmatar a falta de eficácia de Aboubakar. Nota positiva para os laterais Víctor García e José Ángel, assim como como Sérgio Oliveira e Rúben Neves.

André Valente Silva foi o mais esforçado, mas não por isso o melhor. O jovem português tem vontade, mas ainda não tem o discernimento necessário para concretizar com inteligência, ou desenvolver o jogo para os colegas. Mas isso continua a ser o grande problema deste FC Porto. Um jogo de entrosamento interior pobre, sem ligação com os laterais e extremos e com uma circulação de bola pouco fluída. E o Famalicão sabia disso.

A equipa da II Liga fechou-se com astúcia e aproveitou as fragilidades do FC Porto, os espaços interiores, e depois espreitou a melhor oportunidade. Aos 58 minutos, chegou o golo da equipa da casa e o único do encontro. Mauro bateu um livre largo para a área, e a bola acabou por bater Helton, sem que ninguém conseguisse o desvio. Chico ainda se fez ao lance e podia ter traído o guarda-redes dos Dragões, que ficou mal na fotografia. Depois do erro de Casillas no último jogo, foi a vez do brasileiro…

O golo de Mauro ditou dois destinos diferentes para as duas equipas em campo. Sem pontos, com quatro golos sofridos e um marcado, o FC Porto despede-se prematuramente da Taça da Liga. O Famalicão, com três pontos, os mesmos que o Feirense, ainda tem chances de seguir em frente. Mas o Marítimo, com seis, é o mais bem colocado. Recorde-se que na terceira e última jornada, o FC Porto vai a Santa Maria da Feira e o Famalicão vai à Madeira.

“Ainda há muito para conquistar, sem dúvida, eu como capitão desejo que o mister venha com a mesma alegria que sempre demonstrou dentro do futebol, com a mesma humildade de sempre, e que nos ajude, acho que a gente está a precisar, de se ajudar, e temos de trabalhar”, foi este o apelo de ajuda de Helton. Há por aí mais algum portista desejoso que este mês de janeiro termine?

Pinto da Costa bem pode colocar a faixa "Seja Agora", dos Deolinda, em jeito de esperança.

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