Depois de uma "noite mágica", o telemóvel de Davidson, marcador do golo do Sporting da Covilhã que afastou o Braga da Taça de Portugal de futebol, ainda não parou e nas ruas da cidade os cumprimentos são hoje mais efusivos.

"Foi uma noite para jamais ser esquecida", disse hoje à agência Lusa o extremo do Covilhã, de 25 anos, à saída de casa.

O brasileiro da formação da II Liga de futebol fez a assistência para o empate e marcou o golo no Estádio Municipal de Braga que conduziu o Sporting da Covilhã aos quartos de final da Taça de Portugal e que eliminou o detentor do troféu.

À entrada do café que costuma frequentar foi abraçado pelo proprietário e elogiado pelos funcionários, que lamentam o facto de jogo não ter sido televisionado.

"Já vi o resumo. Parecias um avião! Eu bem digo ao presidente que és o melhor jogador do Sporting da Covilhã", enfatizou Nuno Correia, 39 anos, enquanto dava palmadas nas costas do avançado e lhe desejava "um grande salto" na carreira no futuro.

Davidson disse que o grupo acreditava na vitória, embora não imaginasse que conseguissem "estar em cima o tempo todo, a criar ocasiões". E explicou que os ingredientes do sucesso foram "personalidade e humildade".

Enquanto caminhava em direção ao quiosque, foi recebendo os parabéns, numa cidade aonde chegou na época passada e em que sempre se sentiu acarinhado. Já na banca, comprou os três jornais desportivos diários, em que é figura de destaque.

"Foi o golo mais importante que marquei, ainda por cima num estádio pelo qual fiquei apaixonado. Foi um jogo importante para dar visibilidade não só a mim, como ao trabalho da equipa", sublinha.

Nas redes sociais e no telemóvel, as mensagens são mais do que muitas, de família e amigos. Agora espera que a equipa possa continuar a mostrar as suas capacidades, sem fazer prognósticos quanto ao sorteio.

"Nós podemos continuar a ser o ‘David’, por isso que venham os ‘Golias’", diz o brasileiro, de 25 anos, à agência Lusa.

A noite de quarta-feira foi de celebração e a viagem "muito boa, bagunçada, a festejar". À chegada à Covilhã, de madrugada, tinham adeptos à espera. Mas agora é hora de apontar baterias para o jogo do próximo domingo, frente ao Leixões.

Entretanto Davidson, que chegou aos serranos vindo do Fluminense de Feira, do campeonato baiano, equivalente ao distrital, quer "continuar a trabalhar para aparecer a oportunidade de dar o salto", não afastando a hipótese de acontecer já em Janeiro, embora acentue a "gratidão" pela confiança do Sporting da Covilhã em si.

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