No único encontro da ronda entre equipas da Liga, os insulares serviram a vitória a frio, alicerçada na marcação de dois golos em períodos em que o domínio do jogo era pertença do adversário.

Os figueirenses estiveram sempre mais perto da baliza, porém podem contabilizar-se pelos dedos de uma só mão as oportunidades que construíram para bater Peçanha ao longo dos 90 minutos.

Por sua vez, refira-se a grande eficácia do Marítimo, que marcou dois golos em duas ocasiões criadas.

A etapa inicial terminou com a vantagem da turma visitante, alcançada no minuto que antecedeu o intervalo, castigo pesado para os locais, já que, os insulares até ao momento pouco tinham feito para merecer a vantagem.

Imensas cautelas dos dois conjuntos nos momentos iniciais da partida, cuja preocupação principal consistia em não permitir linhas de passe, pelo que, as iniciativas dos ataques morriam sistematicamente no ultimo terço do terreno.

A excepção foram dois remates do meio da rua, de Camora e Hugo Machado (08 e 17 minutos) na Naval, com a turma insular a responder por Rafael Miranda e Kleber (10 e 14), obrigando Jorge Batista a mostrar trabalho.

Já se sentia o “cheiro” a intervalo quando o Marítimo (minuto 44) se adiantou no marcador.

Na sequência de uma cobrança de lance de bola parada por Danilo Dias, Roberge assistiu Kléber, que não perdoou.

A Naval reentrou na partida tentando imprimir maior velocidade, passou a pressionar o adversário no seu meio-campo, contudo o domínio tornava-se um pouco inócuo, já que oportunidades de golo rareavam.

Pouco satisfeito com o rumo dos acontecimentos, Rogério Gonçalves lançou dois avançados (Edivaldo Bolívia e Michel Simplício), permutando-os por Marinho e Alex, tentando dar mais força ao processo de transição meio-campo/ataque.

Pedro Martins respondeu de imediato, lançando Tchô e Edivâneo nos lugares de Danilo e Kanu, e, poucos minutos volvidos, fez entrar na partida Baba.

Tiro na "mouche" do treinador insular, que volvidos alguns minutos viu a sua equipa “matar” o jogo com os dois jogadores recém-entrados, Baba e Tchô a sentenciarem a partida

Baba avançou com o esférico junto à linha, aproximou-se da área evitou um defensor da turma da casa e assistiu Tchô, que sentenciou a partida de calcanhar.

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