"Avery Brundage, cuja coleção é o núcleo desta instituição, adotou visões racistas e antissemitas", escreveu o diretor do espaço cultural, Jay Xu, numa carta publicada no sítio ‘online' do museu.

Por essa razão, e no contexto do movimento antirracista suscitado pela morte de George Floyd, o busto foi retirado e o nome do antigo líder do COI retirado de "todas as iniciativas", ainda que o museu vá continuar a trabalhar e refletir sobre o legado associado a Brundage.

Mais de oito mil obras pertencem à coleção do norte-americano, que morreu em 1975 com 87 anos, depois de uma carreira em que liderou o COI entre 1952 e 1972.

Nos Jogos da Cidade do México de 1968, os americanos Tommie Smith e John Carlos foram excluídos após levantarem os punhos no pódio, em apoio ao movimento 'Black Power’. Brundage esteve, depois, no centro da polémica dos Jogos Olímpicos Munique1972, que recusou abandonar após um ataque terrorista ter morto 11 atletas israelitas.

O dirigente opôs-se à entrada dos Estados Unidos na II Guerra Mundial e conseguiu, antes, evitar que o país boicotasse os Jogos Berlim1936, na Alemanha nazi.

George Floyd, um afro-americano de 46 anos, morreu em 25 de maio, em Minneapolis (Minnesota), depois de um polícia branco lhe ter pressionado o pescoço com um joelho durante cerca de oito minutos numa operação de detenção, apesar de Floyd dizer que não conseguia respirar.

Desde a divulgação das imagens nas redes sociais, sucederam-se protestos contra a violência policial e o racismo em dezenas de cidades norte-americanas, algumas das quais foram palco de atos de pilhagem, num cenário que se estendeu também a protestos e com manifestações em várias cidades mundiais.

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