Depois de Cucurella, agora foi a vez da sua namorada, Claudia Rodríguez, falar dos desafios que é lidar com o filho Mateo, que é autista. A companheira do jogador internacional espanhol do Chelsea abriu o coração ao programa 'Married to the Game, para falar sobre a parentalidade e como o casal lida com o autismo do filho mais velho.

"Vimos algo diferente no Mateo quando ele tinha uns 13 meses, mas foi um longo processo até obtermos o diagnóstico. Quando ele era pequeno era mais fácil, mas agora que está a crescer, é mais difícil", começou por dizer.

"Quando nos mudámos [do Brighton] para o Chelsea [2022], começámos a levá-lo para a escola, ele estava muito angustiado e não sabíamos a solução. Tens de encontrá-la tu mesma e sentes-te muito mal, porque não estás preparada... Tu preparaste-te para ser mãe, mas não para ser mãe de um filho autista, por isso, sentes-te mal. Foi muito, muito difícil vê-lo assim, tão afetado, e tentámos simplesmente encontrar a melhor solução", continuou a designer de moda.

"Disse a Marc que tínhamos de encontrar-lhe uma escola especial, porque ele não estava a aprender, não desfrutava da vida. Eu não queria perder mais tempo, tínhamos de fazer algo. Foi aí que encontrei um lugar incrível em Londres, onde o compreendiam e entendiam as suas necessidades, então mudámo-lo para lá e as nossas vidas mudaram por completo. No princípio, eu levava-o de carro desde a nossa casa, mas eram duas horas de viagem de manhã e outras duas horas para o ir buscar", contou Claudia Rodríguez, de 24 anos.

A evolução do filho, agora com seis anos, tem sido gradual desde que ingressou numa escola diferente em Londres. Apesar disso, o casal Cucurella continua à procura de ajuda para Mateo em todo o lado: "Às vezes diz algumas palavras e repete-as, estamos a trabalhar nisso. Nunca se sabe o que lhe deparará o futuro, não sei se falará ou não, não sei nada, mas estamos a tentar fazer todos os possíveis por ele. Fui a Madrid há uma semana para fazer-lhe uns testes, passámos o dia inteiro à procura de soluções, e é isso que estamos a fazer".

O autismo de Mateo já tinha sido abordado por Marc Cucurella. O internacional espanhol do Chelsea contou, no final de janeiro deste ano ao 'Daily Mail', como é dia a dia com um filho autista. O casal tem mais filhos mais novos: Río e à irmã Bella.

"Uma criança autista não percebe as coisas como os irmãos, tens de aprender a lidar com ela. Afeta-o muito. Vês que não está bem e não sabes como ajudar. Na escola, ele ficava triste, não estava feliz. Não se adaptou, estava sempre a chorar. Tínhamos de o ir buscar. E isso também afeta-nos muito porque vemos que o nosso filho não está bem e não sabemos como ajudar", disse o jogador, citado pelo 'Daily Mail'.

Foi logo a seguir a mudança do Brighton para o Chelsea que o jogador de 26 anos recebeu o diagnóstico: Mateo era autista.

"Não estava a correr bem. Não conseguíamos encontrar uma forma de o ajudar. Depois, encontrámos uma escola em Londres e melhorou muito. Aprendemos a lidar com a situação e a compreendê-la. Ele faz-se entender, mas é preciso conhecê-lo. Há um lado negativo, mas também há um lado bom. Quando se consegue alguma coisa, um simples passo em frente, a satisfação é muito maior", finalizou.

Grávida e com duas crianças em casa: assalto a residência da família abalou Claudia Rodríguez

Antes de mudar de casa em Londres, o casal viveu um episódio traumático: a sua residência foi assaltada, enquanto Claudia e Marc estava em casa com Mateo e Río.

"Marc estava a tomar banho com o Mateo no andar de cima, eu estava grávida de Bella e fui ao meu quarto buscar o biberão para Río. Enquanto entrava no quarto, vi duas portas fechadas e a luz acesa na cómoda, simplesmente não se via bem. Não era como o tínhamos deixado. Eu abri a porta e vi alguém dentro com uma mala, a olhar para mim. Nesse momento, compreendi completamente o que estava a acontecer", começou por recordar ao programa 'Married to the Game'.

"Estava aterrorizada, muito assustada. Estava grávida e com duas crianças em casa. Desci a pressionar o botão de pânico e gritei a Marc para que viesse. Esperámos na lavanderia e chamámos a polícia e a todos para que nos ajudassem, foi aterrador", garantiu.

A experiência traumática teve impacto na sua vida nos meses seguintes: "Custou-me muito dormir nos dias seguintes, inclusive meses. Não podia ir a nenhum lado sozinha, precisava sempre de alguém. Eu dizia-lhes: ‘Podes vir comigo até ao meu quarto?'".

Marc Cucurella e Claudia Rodríguez começaram a namorar em 2018.