A um ano dos Jogos Paralímpicos Tóquio2020, adiados para 2021 devido à pandemia de covid-19, Portugal restruturou os planos de preparação e confia na capacidade dos atletas para aumentar as 23 vagas já garantidas em seis modalidades.

Tóquio seria, a partir de terça-feira, o coração do desporto adaptado, juntando cerca de 4.500 atletas nos Jogos Paralímpicos, mas a pandemia acabou por ‘empurrar’ a abertura da competição, na qual Portugal deverá somar a 10.ª participação consecutiva, para 24 de agosto de 2021.

Leila Marques, antiga nadadora paralímpica e chefe da missão portuguesa aos Jogos Tóquio2020, assume que o adiamento obrigou, naturalmente, “à restruturação de planos e à tentativa de definir cenários em função da pandemia”, e garante que os atletas já estão, de novo, focados, depois de um período de incerteza.

“Os atletas estão a trabalhar com dedicação e empenho no rumo, ainda incerto, para Tóquio2020”, disse Leila Marques à agência Lusa, admitindo que a falta de competições durante o período de confinamento “pode ter causado alguma desmotivação, que foi sempre superada pela força de vontade”.

Com a atividade desportiva a recomeçar lentamente, a antiga nadadora garante que os “atletas estão concentrados no objetivo Tóquio2020” e assume: “Ainda há margem para aumentar as vagas nas provas de qualificação que terão de existir”.

O presidente do Comité Paralímpico de Portugal (CPP), José Lourenço, considera que o adiamento dos Jogos Paralímpicos, e também dos Olímpicos, “foi a atitude mais correta, tendo em conta a saúde de todos” e, apesar da incerteza, incita atletas e treinadores a trabalharem “na esperança de que haja condições para a realização da competição em 2021”.

“A única certeza que temos é a incerteza, mas não podemos estar a trabalhar a pensar que os Jogos não se vão realizar”, disse José Lourenço à agência Lusa, admitindo que atualmente o principal problema “é a falta de provas internacionais, porque não existe preparação sem competição”.

Os japoneses, que já em 1964 receberam uma competição para atletas com deficiência, sempre prometeram uma competição disputada sob o lema “Mudança e Atitude”, e depois do adiamento da competição assumiram também o desejo de que esta mostre “a força e a grandeza da resiliência humana”.

Como acontece desde os Jogos Seul1988, a competição paralímpica partilha as instalações com a olímpica, e deverá juntar cerca de 4.500 atletas, em 540 eventos, de 22 modalidades, entre as quais as estreantes badminton e taekwondo.

Portugal, que somará em Tóquio a 10.ª participação consecutiva em Jogos Paralímpicos, esteve representado por 37 atletas, em sete modalidades, nos últimos Jogos, disputados no Rio de Janeiro, em 2016.

Ao longo de 10 participações, nove das quais consecutivas, Portugal conquistou 92 medalhas em Jogos Paralímpicos, sendo o atletismo, com 53, o boccia, com 26, e a natação, com nove, as três modalidades com mais pódios.

No encerramento dos Jogos Rio2016, os japoneses, que já em 1964 receberam uma competição para atletas com deficiência, prometeram uma competição disputada sob o lema “Mudança e Atitude”, empenhada em mostrar que a cada dia se abrem novas oportunidades às pessoas com deficiência.

Em 24 de março, o Comité Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos e o Governo do Japão tomaram a decisão de adiar ambos os Jogos para 2021, uma decisão inédita tomada devido à pandemia de covid-19, que parou o mundo desportivo durante meses.

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