O selecionador português de andebol, Paulo Pereira, alertou hoje para o “perigo” de defrontar o Japão na última jornada do grupo B dos Jogos Olímpicos, até porque os anfitriões ainda podem atingir os quartos de final.

“Dependemos só de nós, porém tenho algum receio de jogar às 09:00 com o Japão. A nós, portugueses, a ‘máquina’ demora a entrar em ação a 100% de manhã e eles, provavelmente, estão mais habituados. Oxalá não seja um fator negativo”, avisou.

Portugal, atual quarto classificado (última posição de acesso aos ‘quartos’), com dois pontos, tem vantagem direta com o Bahrain, quinto, com os mesmos pontos, dado que venceu a seleção do Médio Oriente por 26-25, mas uma derrota ante os nipónicos pode levar para contas do apuramento a três seleções.

“Vamos tomar o pequeno-almoço às 06:00. Temos vindo a ajustar as horas das refeições para não ter um impacto tão grande no dia do encontro. Acho que vai correr bem, embora não tenha gostado de algumas coisas esquisitas que tenho visto nos jogos do Japão...”, comentou, sem querer especificar.

Paulo Pereira espera um adversário “muito rápido e eficaz, assim como forte nas transições”, comparando-o a “um formato evoluído do Bahrain”.

“Passam o encontro todo a correr e temos de nos adaptar rápido a esse modelo. Se tudo decorrer normalmente, somos melhores”, vincou.

Quanto ao desaire de hoje ante a Dinamarca, por 34-28, entendeu-a como natural “frente ao campeão olímpico em título, bicampeão mundial e que se preparou, pela forma como vejo jogar, para renovar o ouro”.

“Estão com um jogo fantástico, com jogadores do melhor do mundo, em cada posto. Extremamente eficazes, pacientes, atletas com muita experiência e que controlam a partida a cada momento. Mas hoje tive boas sensações”, revelou.

Gilberto Duarte já esqueceu o desafio de hoje – “nestes Jogos Olímpicos não dá para celebrar vitórias, nem chorar derrotas” – pois já está “totalmente focado” no encontro de domingo com o Japão.

“O Japão é uma equipa muito rápida que passa os 60 minutos a correr. Vai ser duro”, disse o andebolista, que veio ao Japão “para ajudar”, ao substituir Alexandre Cavalcanti na seleção, que se lesionou já em Tóquio.

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