A seleção portuguesa de andebol perdeu hoje por 38-32 com a Espanha, no derradeiro jogo de preparação para a estreia nos Jogos Olímpicos Tóquio2020, em 24 de julho, frente ao Egito.

Dois dias depois de ter vencido o rival ibérico e bicampeão da Europa, por 32-31, em Caminha, os lusos tiveram um jogo atípico, o que terá impedido o selecionador Paulo Pereira de ficar mais esclarecido quanto à convocatória final, que vai anunciar em 17 de julho, de 15 elementos, um dos quais substituto de um eventual impedido.

O desafio ficou praticamente resolvido logo no primeiro tempo, no qual o conjunto luso até teve uma entrada muito boa, até o seu ‘eclipse’ total durante alguns minutos, que resultou num parcial negativo de 10-1 em golos.

Os ‘heróis do mar’ marcaram primeiro e, numa fase de ataques muito rápidos e com pouco rigor tático, até estiveram na frente, por 7-5, altura em que acumularam erros ofensivos, sofrendo, com isso, muitos golos de contra-ataque.

Depois de estar dois golos atrás, a Espanha passou para 15-8, vantagem de sete golos que manteve até ao descanso (21-14).

Na etapa complementar persistiu o menor rigor de um jogo que é de treino, para testar soluções, que nunca passaram pelo habitual ‘7x6’ nas equipas de Paulo Pereira.

Aos 29-19 verificou-se a diferença máxima no encontro, de 10 golos, que Portugal acabou por atenuar, numa fase em que os espanhóis também não primavam pelo rigor defensivo.

Além dos dois desafios com Espanha, Portugal também jogou com o Brasil, perdendo por 34-28, em 02 de julho, na Nazaré.

Paulo Pereira vai manter a equipa em estágio até revelar as suas escolhas para Tóquio2020, onde Portugal defrontará o Egito na estreia, em 24 de julho, seguido do Bahrein, Suécia, a bicampeã mundial e campeã olímpica Dinamarca e o anfitrião Japão.

Em Portugal, destaque para Daymaro Salina, com cinco golos, André Gomes e Luís Frade, com quatro, numa partida em que Aleix Gómez foi o melhor marcador, com sete tentos. Victor Iturriza e Aléxis Borges, que foi pai, não jogaram.

Ficha de jogo

Jogo no Pavilhão das Travessas, em Vigo.

Espanha – Portugal, 38-32.

Ao intervalo: 21-14.

Sob arbitragem de Óscar Raluy e Ángel Sabroso (Espanha), as equipas alinharam e marcaram:

- Espanha (38): Gonzalo Pérez de Vargas, Solé (2), Maqueda (4), Viran Morros, Gedeón Guardiola (3), Cañellas e Valero Rivera (2). Jogaram ainda Ángel Fernández (4), Antonio García (5), Dani Sarmiento (2), Gurbindo (1), Adriá Figueras (3), Alex Dujsebaev (1), Raúl Entrerríos (3), Sánchez Migallón (1) e Aleix Gómez (7).

Treinador: Jordi Ribera.

- Portugal (32): Humberto Gomes, Leonel Fernandes (1), André Gomes (4), Miguel Martins (2), Luís Frade (4), João Ferraz (2) e António Areia (2). Jogaram ainda Manuel Gaspar (gr), Daymaro Salina (5), Diogo Branquinho (2), Rui Silva (4), Diogo Silva, Alexandre Cavalcanti (1), Gilberto Duarte (2), Pedro Portela (2), André José e Fabio Magalhães (1).

Treinador: Paulo Pereira.

Marcha do marcador: 3-2 (05 minutos), 7-7 (10), 11-8 (15), 15-9 (20), 17-12 (25), 21-14 (intervalo), 24-17 (35), 28-19 (40), 30-22 (45), 34-25 (50), 35-28 (55) e 38-32 (final).

Assistência: cerca de 500 espetadores.

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