É provavelmente a mais agressiva de todas as modalidades japonesas e, por isso mesmo, foi retirada de várias escolas do país. No entanto, na escola secundária Kaisei Gakuen, os alunos continuam a praticar Botaoshi.

Inclui um poste de madeira com 3,5 metros e duas equipas: uma defende e a outra ataca. Quando o apito ecoa pelo recinto, já três elementos da equipa estão sentados no chão, a segurar a base do poste. Outros três rodeiam o poste e seguram-no de forma a manter o máximo de estabilidade possível.

Uma terceira camada de oito jogadores agacha-se em redor do poste, de costas para o mesmo, com o objetivo de impedir a aproximação dos adversários. Os restantes elementos do grupo, que tem 24 jogadores, forma um anel mais largo mais afastar os jogadores adversários.

Mas qual é afinal o objetivo? A equipa que ataca deve chegar, a todo o custo, ao topo do poste para de seguida conseguir baixá-lo até 1,4 metros do chão. Cada ronda dura 90 segundos, se nenhuma das equipas ganhar, o jogo recomeça. As regras são poucas e as lesões são muitas.

Do outro lado do recinto, os papéis invertem-se e a equipa que de um lado está a defender, do outro lado está a atacar e vice-versa.

Aquilo que na verdade parece uma batalha campal, envolve golpes de râguebi, simo e artes marciais. Arranhões, empurrões, saltos e cotoveladas são algumas das coisas que se vêm durante uma partida de Botaoshi, assim como narizes a sangrar, pernas e vértebras fraturas e muitas contusões.

Apesar do cenário agressivo, muitos são os que defendem que a modalidade promove o trabalho de equipa e que torna os seus jogadores mais fortes mentalmente. Além disso, é uma tradição.

A história

O Botaoshi é considerado um ritual de passagem na escola secundária de Kaisei Gakuen, onde os jogadores se preparam durante meses para o jogo que se realiza no Festival Desportivo.

Mas, a história da modalidade em Kaisei Gakuen remonta a 1929, apesar de o Botaoshi ter sido criado alguns anos antes. Minoru Matsunami, historiador na Faculdade Tokai, diz que a modalidade é uma combinação entre outras três: Sao Nobori (subir a um poste), Hata Tori (apanhar a bandeira) e Tsuna Nobori Hata Tori (subir a um poste e apanhar um bocado de tecido).

Fora da escola secundária Kaisei Gakuen, o Botaoshi é praticado de forma um pouco diferente. As equipas têm 150 elementos, 75 atacam e 75 defendem e um dos elementos é chamado de ninja.

O ninja fica no cima do poste e a sua função é manter-se por lá enquanto se balança para contrabalançar o peso e tentar que o poste se mantenha na vertical.

Já a equipa que ataca, tem elementos que pisam os companheiros que servem como trampolins, para chegar ao poste e derrubar o ninja, para depois derrubar também o poste.

Seja o melhor treinador de bancada!

Subscreva a newsletter do SAPO Desporto.

Vão vir "charters" de notificações.

Ative as notificações do SAPO Desporto.

Não fique fora de jogo!

Siga o SAPO Desporto nas redes sociais. Use a #SAPOdesporto nas suas publicações.