O judoca Jorge Fonseca, campeão mundial dos -100 kg, e Wilsa Gomes foram os atletas que tiveram testes positivos à COVID-19, confirmou à Lusa o presidente da Federação Portuguesa (FPJ), Jorge Fernandes.

Questionado em relação aos nomes avançados hoje à tarde pelo jornal Correio da Manhã, o presidente da FPJ confirmou serem aqueles dois judocas os infetados com o novo coronavírus, já depois de na parte da manhã ter indicado à Lusa a existência dos diagnósticos na seleção.

Em Coimbra, a federação preparava-se para reunir uma equipa alargada, num estágio programado até sábado, e os testes que todos efetuaram à COVID-19 acabaram por indicar os casos, com os dois atletas a abandonarem a concentração.

Jorge Fonseca tornou-se em agosto de 2019, em Tóquio, o primeiro judoca português a conquistar um título mundial, enquanto Wilsa Gomes compete na categoria de -57 kg.

Após o resultados, ambos deixaram hoje o estágio das seleções de judo em Coimbra, juntamente com outros nove judocas, que tiveram teste negativo, mas que abandonaram a concentração como medida de prevenção, tendo em conta a maior proximidade que tiveram com Jorge Fonseca e Wilsa Gomes.

“Estiveram todos juntos a ver na terça-feira à noite o jogo de futebol [Benfica-Santa Clara] e por uma questão de precaução deixam o estágio e ficam sob vigilância”, disse à Lusa o presidente da FPJ, depois de ouvido o delegado de saúde de Coimbra.

O presidente da Federação acrescentou que esses nove judocas com testes negativos voltarão a ser testados na terça-feira da próxima semana, bem como todo o grupo que permanece em Coimbra no estágio.

Jorge Fonseca e Wilsa Gomes, judocas que não apresentam sintomas, farão a recuperação nas respetivas casas, e, ainda segundo Jorge Fernandes, voltam a realizar o teste de despistagem ao novo coronavírus dentro de duas semanas, em 06 de julho.

Depois de uma primeira concentração com as judocas de ‘elite’ da equipa feminina, o estágio em Coimbra, já com vários treinadores dos escalões da federação, tem o objetivo de reunir um número alargado de atletas, não só do projeto olímpico Tóquio2020, mas também de Paris2024.

As competições de judo foram suspensas em março, devido à pandemia da COVID-19, num momento em que a seleção portuguesa tinha oito judocas em lugar de apuramento para Tóquio2020, seis femininos e dois masculinos.

Telma Monteiro, Joana Ramos, Catarina Costa, Rochele Nunes, Bárbara Timo e Patrícia Sampaio, no setor feminino, e Jorge Fonseca, campeão mundial em título nos -100 kg, e Anri Egutidze, no masculino, eram os atletas virtualmente apurados.

Egutidze não se apresentou em Coimbra, uma vez que o judoca do Benfica está a recuperar de uma cirurgia ao ombro.

O recomeço das provas de judo deverá acontecer em setembro, mês para o qual está calendarizado o Grande Prémio de Zagreb (18 e 20) e o Campeonato Nacional (26 e 27), enquanto os Europeus de Praga, que deveriam ter-se disputado em maio, foram adiados para o período entre 08 e 10 de novembro.

A pandemia de COVID-19 já provocou mais de 477 mil mortos e infetou mais de 9,2 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.543 pessoas das 40.104 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

*Artigo atualizado às 20h22

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