O ciclista português Rafael Reis mostrou vontade de conseguir na quinta-feira “a vitória” no contrarrelógio individual dos Jogos do Mediterrâneo Oran2022, depois de vencer a especialidade nos Nacionais, um triunfo que lhe ‘escapava’ há sete anos.

Vencedor de seis etapas na Volta a Portugal, incluindo três prólogos e um contrarrelógio, além de ter passado pelas principais equipas nacionais e ainda pela Caja Rural (Espanha), o especialista prosseguiu a boa forma em 2022 ao vencer o ‘crono’, um título que perseguia “desde o primeiro ano na elite”.

“Foram sete anos a tentar. Fiz segundo uma vez [em 2017], no ano passado também, já tinha sido terceiro. Andava aí por uma coisa que é a minha especialidade, e depois não conseguir o título nacional...”, desabafa aos jornalistas, na Vila Mediterrânica.

‘Livre’ desse peso, agora com o título na bagagem, aterrou na segunda-feira em Oran para competir quinta-feira no contrarrelógio e sábado na prova de fundo, com Fábio Fernandes, que também vai fazer as duas, Francisco Campos, Luís Gomes e Fábio Costa.

A covid-19 trouxe-lhe alguma “instabilidade nos treinos” e não sabia em que forma estaria nos Nacionais, mas “as coisas começaram a sair” e o ouro deixou-o “muito contente”, além de abrir o apetite para mais.

“Um bom resultado aqui seria a vitória. Já fui muitas vezes segundo e sei que isso não me satisfaz”, atira, confiante, o ciclista de Palmela, de 29 anos.

Quanto ao percurso, “tem bastante vento” e isso poderá ser decisivo num ‘crono’ que representa o regresso à seleção pela qual já correu Europeus e Mundiais, entre outras provas, e foi quarto classificado no contrarrelógio de sub-23 no Campeonato do Mundo Ponferrada2014.

“É sempre um orgulho. Temos uma seleção aqui credenciada, com experiência, vamos ver se essa experiência vai passar na prova de fundo. [...] Temos claramente o homem mais forte, o Fábio Costa, que está a passar um grande momento de forma. Temos de trabalhar para ele tentar vencer a corrida”, explica.

Bronze nos Nacionais de fundo, o jovem de 22 anos corre com Rafael Reis na Glassdrive-Q8-Anicolor, numa equipa de cinco com dois representantes da Efapel e outro da Kelly/Simoldes/UDO, sem corredores do WorldTour ou do segundo escalão por imposição da organização dos Jogos do Mediterrâneo.

Essa limitação impede também uma noção mais exata dos adversários que vão encontrar, mas não falta afirmação positiva do grupo. “Nós confiamos no que estamos aqui a fazer”, refere o mais experiente do quinteto masculino.

Tendo conseguido o título nacional que ‘faltava’ a um dos grandes especialistas nacionais no esforço contra o relógio da sua geração, batendo João Almeida (UAE Emirates) em Mogadouro, Reis procura agora dar continuidade ao trajeto bem sucedido do ciclismo nos Jogos do Mediterrâneo.

Em Tarragona2018, em que Portugal se estreou no evento, Domingos Gonçalves conseguiu a prata no ‘crono’, ganho pelo italiano Edoardo Affini, hoje um dos maiores ‘craques’ mundiais na especialidade, e na corrida de fundo Rafael Silva foi ao bronze, numa equipa que já incluía Francisco Campos, único ‘repetente’ luso na modalidade.

Os Jogos do Mediterrâneo Oran2022 arrancaram no sábado e decorrem até 06 de julho, com mais de três mil atletas de 26 países diferentes, incluindo 159 portugueses em 20 disciplinas.

Entre o contingente luso estão vários atletas olímpicos, como Evelise Veiga, Cátia Azevedo, Vera Barbosa, Tsanko Arnaudov, Tiago Pereira, Lorene Bazolo e Liliana Cá, a ginasta Filipa Martins, os atiradores Joana Castelão, Sara Antunes, João Costa e João Paulo Azevedo, os nadadores Ana Catarina Monteiro, Francisco Santos, Ana Rodrigues, Gabriel Lopes, Alexis Santos e Tamila Holub ou também os mesatenistas Jieni Shao e João Monteiro.

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