A ausência de última hora de atletas da Etiópia e de 'lebres' condicionou a prestação na prova feminina dos 10.000 metros da Gold Gala Fernanda Ribeiro de atletismo, lamentou no sábado a campeã olímpica em Atlanta1996.

“A lebre falhou-me ontem [sexta-feira] e ainda tive quatro atletas da Etiópia que também me falharam. Não podia fazer mais nada. Agradeço muito às portuguesas, porque não é fácil correr assim, mesmo após lhes ter dito que a corrida não seria aquilo que esperava”, observou à agência Lusa Fernanda Ribeiro, cuja academia voltou a organizar o evento.

No Estádio Professor Doutor José Vieira de Carvalho, na Maia, Sebastian Sawe gastou 27.09,46 minutos para vencer a final masculina, seguido do burundês Kwizera Rodrigue, segundo, com 27.25,47, e do eritreu Awet Habte, que completou o pódio, com 28.08,08.

Sebastian Sawe e Kwizera Rodrigue conseguiram lograr tempos de qualificação para os Mundiais, que decorrem nos Estados Unidos, entre 15 e 24 de julho, e estabeleceram 27.28 minutos como tempo mínimo de entrada no evento masculino dos 10.000 metros.

Longe dessa fasquia esteve Rui Pinto, do Sporting, ao terminar na quarta posição, com 29.06,98 minutos, ficando igualmente aquém da marca de 28.15 exigida no acesso aos campeonatos da Europa, aprazados para Munique, na Alemanha, de 15 a 21 de agosto.

“Faço um balanço positivo. Conseguimos dois mínimos para os campeonatos do Mundo com uma marca que é a melhor desta pista. No ano passado, já tínhamos feito a melhor marca. Este ano repetimo-lo. De resto, foi excelente, com destaque para o tempo de 8.30 minutos aos 3.000 metros obstáculos. Os 1.500 também não foram maus. E, depois de uma marca destas nos 10.000 masculinos, tenho de estar feliz”, notou Fernanda Ribeiro.

Igual desfecho teve Sara Catarina Ribeiro na vertente feminina da prova de cartaz da quarta edição da Gold Gala Fernanda Ribeiro, ao correr os 10.000 metros em 33.17,93 minutos, acima dos tempos de referência para os Mundiais (31.25) e Europeus (32.20).

A atleta do Sporting, que esteve nos Jogos Olímpicos Tóquio2020, cortou a meta com a melhor marca do ano, ficando à frente da companheira de equipa Lia Lemos, segunda, com 33.47,66 minutos, e da colombiana Raquel Agudelo Berrio, terceira, com 33.52,20.

“Foi a única corrida que me deixou um bocadinho mais triste. Mesmo assim, ganhou uma portuguesa. [A Sara Catarina Ribeiro] Não conseguiu mínimos, mas penso que foi uma corrida importante para ela. Veio agradecer-me e pedir-me para continuar a fazer esta prova. Ficou muito contente, porque, muitas vezes, ficamos desiludidos quando as coisas não correm tão bem”, vincou Fernanda Ribeiro, em declarações no final da competição.

A quarta edição da Gold Gala reuniu atletas lusos e estrangeiros em sete especialidades do atletismo e voltou a contar com público, um ano após ter assinalado à porta fechada, devido à pandemia de covid-19, o 25.º aniversário da obtenção da terceira das cinco medalhas de ouro olímpicas de Portugal, lograda por Fernanda Ribeiro em Atlanta1996.

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