A velocista Arialis Gandulla, que no sábado venceu os 60 metros do Meeting Moniz Pereira, na nave do Centro de Alto Rendimento do Jamor, tornou-se o sétimo atleta português com mínimos feitos para os Europeus de pista coberta.

Atleta do Benfica, é treinada por Ana Oliveira e iniciou a época em excelente nível, vencendo os 60 metros no sábado, com a marca de 7,23 segundos, recorde pessoal e um dos melhores registos europeus do ano - reparte a liderança, com a russa Kristina Makarenko.

Com este tempo, a atleta ‘encarnada’ assegura a qualificação direta para o Campeonato da Europa indoor, a realizar-se entre os dias 02 e 05 de março, em Istambul.

A atleta tem no seu palmarés duas medalhas de ouro nos Campeonatos Pan-americanos de juniores, em 2013, na Colômbia, nos 100 e 200 metros, uma medalha de bronze nos Jogos da América Central e do Caribe, em 2014, no México, na estafeta de 4x100 metros, e a prata nos Jogos da América Central e do Caribe para sub-23, em 2016, em São Salvador.

Arialis Gandulla junta-se na lista de apuradas portuguesa nos 60 metros a Lorene Bazolo, que correu em 7,17 segundos no ano passado.

Pedro Pichardo, Auriol Dongmo e Patrícia Mamona, que já têm marcas, deverão ser de novo as figuras de proa da delegação lusa para a Turquia, que incluirá, entre outros atletas com marca e aqueles que acederem pela posição no ‘ranking’, uma dúzia de outros nomes.

Os critérios da Federação Portuguesa de Atletismo replicam em boa parte as regras internacionais, da European Athletics, nomeadamente quanto aos mínimos de apuramento direto e os prazos para os obter.

A aposta da associação europeia de atletismo, a exemplo do que faz a World Athletics, passa por muito poucos inscritos, sobretudo para os concursos, e mesmo para uma final direta nos 4x400 metros.

Nesse contexto, a regra é completar-se o restrito número de atletas que superaram as difíceis marcas de 'mínimo' com os restantes melhores atletas do ‘ranking’, que será dinâmico nos próximos três meses, para 'fechar' em 19 de fevereiro.

Pelos números de hoje, Portugal teria sete atletas com marca feita, e mais oito dentro da margem do ‘ranking’.

Já qualificados por marca estão Pichardo, Dongmo, Mamona, Bazolo, Gandulla, Jessica Inchude e Carlos Nascimento.

A FPA fixa ainda o 'dever' de fazer marcas de referência nesta época de inverno - exceto para os medalhados do Mundial 'indoor' de 2022 e para os ‘top 8’ dos Mundiais de Eugene.

No entanto, esclarece desde já que essas marcas "não são obrigatórias", mas apenas "um fator fundamental para a decisão final do Diretor Técnico Nacional".

Para 2022, também havia um quadro de marcas de referência, que depois foram 'deixadas cair', aquando de uma atualização de critérios de seleção, a meio da época, o que permitiu alargar a delegação para Eugene2022.

A exemplo do que exige para quem competiu nos Europeus de corta-mato, a FPA pede aos atletas o certificado I Run Clean, do Programa de Educação Antidopagem da Associação Europeia de Atletismo, bem como que participem nos Campeonatos de Portugal de pista coberta.

Nos Mundiais 'indoor' de Belgrado, estiveram 12 atletas, com Dongmo a ser campeã, Pichardo vice-campeão e Mamona sexta.

Na última edição de um Europeu de pista coberta, em Torun em 2021, competiram 16 portugueses, com ouro para Pichardo, Dongmo e Mamona. Francisco Belo foi quarto e Carlos Nascimento quinto, na que foi a melhor participação lusa de sempre.

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