O campeão olímpico de triplo salto Pedro Pichardo salientou que a preparação para as competições do próximo ano “está a correr muito bem”, durante as celebrações do centenário da Federação Portuguesa de Atletismo (FPA).

“Comecei a treinar há duas semanas. Estamos na fase inicial da preparação e está a correr muito bem”, entendeu o atleta luso, que admitiu não ter ainda o plano definido com o seu pai e treinador, Jorge Pichardo, para 2022, que contempla Mundiais de pista coberta e ao ar livre, campeonato da Europa, campeonatos nacionais e Liga Diamante.

A FPA montou uma exposição com fotografias e objetos que contam a história da modalidade em Portugal, dando destaque a Pedro Pichardo, um dos cinco campeões olímpicos, todos praticantes de atletismo – Carlos Lopes e Rosa Mota (maratona), Fernanda Ribeiro (10.000 metros) e Nélson Évora (triplo salto) são os restantes.

“Sinto-me muito grato por fazer parte da história de Portugal e de saber que estou ao lado de campeões mundiais e olímpicos. É uma gratidão e estou muito feliz pelo reconhecimento da federação e do povo português, por me terem acolhido”, realçou.

Pichardo, de origem cubana, sublinhou sentir apoio federativo e revelou que o ‘ouro’ nos Jogos de Tóquio2020 permitiu um maior reconhecimento ao seu trabalho e na aceitação da nacionalidade portuguesa, apontando ainda para mais triunfos futuros.

O presidente da FPA, Jorge Vieira, lembrou, no seu discurso, os diversos voluntários que trabalham diariamente no atletismo, apresentando algumas contas como sustento para criticar o Orçamento de Estado (OE), entretanto rejeitado pela Assembleia da República, que atribuía cerca de 80 milhões de euros (ME) para o setor do desporto.

Nessas contas, Jorge Vieira falou nos cerca de 600 clubes de atletismo, que, em média, contam com cinco voluntários cada. Cada voluntário, recebendo 500 euros mensais, originaria um fluxo de 18 ME anual, o que, de acordo com a proposta do OE, poderia englobar cinco modalidades desportivas, quando existem, em Portugal, 63 filiadas.

“É um caminho longo e sinuoso que leva ao atraso do desporto português. O futebol é o desporto rei, mas o atletismo é a modalidade rainha, e o desequilíbrio é enorme”, lamentou o presidente, que frisou que o desporto luso “não acompanhou a evolução de outros países” com a mesma densidade populacional, dando o exemplo de Viseu.

Nesse distrito, que conta com 24 concelhos, “não existe uma única pista de atletismo”, sublinhou: “Os jovens deste distrito não têm acesso às disciplinas mais elementares do atletismo. A situação política de desenvolvimento do desporto é muito preocupante”.

Fundada em 05 de novembro de 1921, sob a inscrição de Federação Portuguesa de Sports Atléticos, a federação liderada pelo presidente Jorge Vieira tem previstas várias atividades e intervenções pelo país, sendo que a exposição do centenário, que termina em Lisboa em 20 de novembro, estará no Porto entre 12 de janeiro e 04 de fevereiro.

Em 18 de dezembro, uma gala no Salão Preto e Prata, no Estoril, pretende homenagear as personalidades do século no atletismo, com votação aberta de 10 de novembro a 10 de dezembro para eleger o melhor atleta (masculino e feminino), técnico, dirigente, juiz, clube e associação regional do centenário, tal como atribuir distinções honoríficas.

Uma edição limitada de postais colecionáveis, que será posta a circular nos próximos dias, um livro que conta os 100 anos da FPA, que se encontra “na reta final”, e outro livro sobre os recordes femininos serão outras atividades do centenário anunciadas.

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