O Extreme West Atlantic Adventure, prova de trail run, vai decorrer nos dias 13, 14 e 15 de setembro, nas ilhas das Flores e do Corvo, nos Açores.

"É um evento de trail com a característica particular de ser feito por etapas. Vamos reunir um grupo de atletas no grupo ocidental dos Açores, que vão tirar partido da rede de trilhos das ilhas", disse à Lusa Mário Leal, do Azores Trail Running, organizador do evento.

Estão previstas duas provas na ilha das Flores e uma na ilha do Corvo, sendo a primeira vez que a ilha mais pequena do arquipélago recebe este tipo de competição.

"No primeiro dia, teremos uma corrida vertical da Fajã Grande ao Morro Alto, o ponto mais alto Flores. O objetivo é atingir a máxima altitude possível durante 6,5 km, é uma espécie de aquecimento. No dia seguinte, partimos para o Corvo para fazer um percurso que inclui os dois trilhos pedestres da ilha [a cara do índio e o caldeirão], numa extensão de 20 km. Depois voltamos às Flores para ter a prova mais longa, 35 km, da Fajãzinha até Santa Cruz, percorrendo toda a costa da ilha", explicou.

A competição é considerada "bastante exigente", apesar da distância de 61,5 km (no total das três provas) não ser "muito longa".

"A distância não é muito longa, mas em contrapartida, em termos de altitude, sobe-se quase cinco mil metros. Todos os percursos têm uma forte pendente de altura, o que torna a competição bastante exigente", assinalou.

Sobre a escolha das ilhas do grupo ocidental do arquipélago açoriano, Mário Leal disse que o objetivo passou por "chegar a mais ilhas", esperando que este tipo de provas se "repitam regularmente".

"Flores e Corvo são ilhas reservas da biosfera, com parques naturais e trilhos pedestres. A ideia é também trazer dinamismo nesta altura do ano e mostrar os Açores enquanto destino de natureza. A intenção é chegar a cada vez mais ilhas e fazer com que os eventos se repitam regularmente, sempre tendo em conta as especificidades de cada ilha", apontou o organizador, revelando que a "intenção é que as pessoas possam ficar mais tempo nos locais da prova".

A organização da prova foi "bastante difícil" devido à logística necessária, o que levou à limitação das inscrições a 50 participantes.

"É bastante difícil, a diferentes níveis, organizar um evento destes nessas ilhas. As viagens, o alojamento, a promoção. Por exemplo, o Corvo, no conceito que queremos, ainda não tem a capacidade de alojar 50 pessoas de uma vez", assinalou Mário Leal, explicando que a limitação a 50 atletas se prendeu "com a capacidade de transporte até ao Corvo", sendo também uma forma de "assegurar a qualidade do evento".

A prova do último dia, na ilha das Flores (35 km), permite adquirir pontos ITRA (Associação Internacional de Trail Running), que dão acesso a outras provas do calendário. Ainda assim, o que move os corredores, segundo Mário Leal, é a conclusão do percurso.

"Este desporto tem algumas particularidades. As pessoas normalmente procuram é terminar a prova e terem capacidade de aguentar os três dias. Há convívio e competição, mas acima de tudo o que os atletas querem é atingir regularidade e terminar o circuito", concluiu.

O evento conta com o patrocínio do Governo Regional dos Açores e apoios das Câmaras Municipais de Santa Cruz, Lajes das Flores, Vila do Corvo e cooperativa ocidental.

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