LeBron James, novo jogador dos Los Angeles Lakers, acusou esta terça-feira o presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, de usar o desporto para dividir as pessoas do país em função da cor da pele.

"Penso que o nosso presidente tenta dividir-nos. Isto é algo que não consigo entender, porque sei que foi pelo desporto que estive perto de um branco pela primeira vez", disse, em entrevista à CNN, LeBron, ele que nasceu em Akron, cidade operária de Ohio, no norte do país.

Na entrevista ao jornalista Don Lemon, LeBron sublinhou que, face ao que Trump está a fazer ao país, não pode "ficar sentado à ver".

O basquetebolista de 33 anos explicou ainda que mesmo os afro-americanos de maior sucesso nos EUA são discriminados.

"[Os americanos] vão lembrar-te sempre que és negro, não importa quem sejas", atirou.

Durante quase um ano, Donald Trump criticou os jogadores de futebol americano que ajoelharam durante a execução do hino nacional para protestar contra a violência policial, contra os negros.

Em maio, o presidente dos EUA chegou a dizer que estes atletas "talvez não devessem estar no país".

LeBron James, jogador mais mediático da NBA, é um feroz oponente de Trump. Ao ser questionado sobre o que diria se sentasse diante do presidente, James foi enfático: "nunca me sentaria com ele".

"Por outro lado, sim sentar-me ia diante de Barack", acrescentou sobre o ex-presidente democrata Barack Obama, cujas campanhas apoiou em 2008 e 2012.

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