O antigo ciclista Bjarne Riis, ex-proprietário e diretor da Tinkoff Saxo, admitiu hoje ter sido “negligente” na direção da equipa, depois de a Agência dinamarquesa antidoping (ADD) o ter acusado de incentivar a dopagem.

Um relatório da ADD, divulgado no início da semana e com testemunhos de ciclistas que correram sob as suas ordens, refere existir base para acusar Riis de violação das regras antidoping, não fossem os factos, entre 2000 e 2004, terem prescrito.

Riis defendeu-se dizendo que há situações de interpretação distinta por duas partes, mas que existe algo correto no relatório, cometeu “negligência grave” e não cumpriu as suas responsabilidades enquanto diretor.

“Não fui suficientemente claro quando nos primeiros anos tracei a fronteira entre o correto e o errado. Nessa época disse coisas que podem ser interpretadas como se estivesse a ir além das regras”, salientou Riis em comunicado.

O ex-ciclista, que chegou a vencer o Tour em 1996, é denunciado no relatório, com atletas a afirmarem que incentivou corredores a conseguirem eritropoietina (EPO) e para usarem cortisona sem justificação médica.

Riis fundou a equipa, que teve vários nomes, nos inícios de 2000, e assumiu o cargo de diretor-desportivo. Mais tarde vendeu-a ao milionário russo Oleg Tinkov, em dezembro de 2013, com a mesma a passar a ter a designação de Tinkoff-Saxo.

Como diretor, construiu uma formação de topo, assinando com o espanhol Alberto Contador em 2011 e na qual constam também os portugueses Sérgio Paulinho e Bruno Pires, ambos desde 2012.

Em março, Riis acabou por ser afastado da equipa, na sequência de informações de que o proprietário Tinkov estava insatisfeito com os resultados da equipa no início da temporada.

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