O britânico Simon Yates (BikeExchange), terceiro na 17.ª etapa da Volta a Itália em bicicleta ontem, explicou que se limitou a “acelerar ao máximo para aumentar as diferenças”, aproveitando para subir ao terceiro posto da geral.

“Não conhecia exatamente como estavam as coisas [entre os vários favoritos]. Já ia a todo o vapor e nem sequer me dei conta dos apuros de [Egan] Bernal. Acelerei ao máximo para aumentar as diferenças”, explicou o vencedor da Volta a Espanha de 2018.

O irlandês Dan Martin (Israel Start-Up Nation) cumpriu os 193 quilómetros entre Canazei e Sega di Ala em 4:54.39 horas, batendo o ciclista português João Almeida (Deceuninck-QuickStep), segundo, por 13 segundos, enquanto o britânico Simon Yates (BikeExchange) foi terceiro na etapa, a 30.

Na geral, o colombiano Egan Bernal (INEOS) segue na liderança, mas perdeu tempo para alguns dos favoritos à vitória final, com o italiano Damiano Caruso (Bahrain-Victorious) no segundo posto, a 2.21 minutos, e Yates no terceiro, a 3.23. João Almeida subiu duas posições, para o oitavo posto, a 8.45 do camisola rosa.

Yates e João Almeida colaboraram após o luso atacar, na subida final até Sega di Ala, antes de o português sair a solo em busca de Martin, com o ataque do britânico a relançar a luta pelo pódio e vitória final do Giro.

“Espero que o clima se mantenha assim. É óbvio, todos os dias em que chove, não tenho um bom dia, por isso espero que continua bom tempo”, atirou o britânico, esquivando questões sobre as suas aspirações.

Damiano Caruso, por seu lado, descreveu este como “um dos dias mais difíceis” da 104.ª edição da ‘corsa rosa’ até aqui, com uma última subida “muito exigente” na qual já esperava “muitos ataques”, conseguindo ganhar três segundos a Bernal na meta.

“Não tive outra opção que não seguir ao meu próprio ritmo. Quando vejo que o camisola rosa sofre como eu, dá-me moral, porque toda a gente pode passar por isso”, explicou.

O russo Aleksandr Vlasov (Astana), quarto na geral, admitiu que não se sentiu bem hoje, mas que a equipa o apoiou. “Na última subida, decidi seguir ao meu ritmo, queria perder o mínimo tempo possível”, atirou.

Já o francês Romain Bardet (DSM), que subiu a sexto, focou-se também no próprio ritmo, mas mostrou-se ambicioso, com vontade de “dar tudo para subir na classificação geral”.

Na quinta-feira, a 18.ª etapa liga Rovereto a Stradella, em 231 quilómetros, com várias subidas não categorizadas e uma de quarta categoria, na parte final do dia.

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