A 71.ª edição da Volta a Espanha em bicicleta, hoje apresentada, promete ser uma prova sem etapas ‘mornas’, com um trajeto montanhoso, que levará o pelotão do Atlântico ao Mediterrâneo e com passagem garantida nos Pirenéus franceses.

A Vuelta 2016 - que parte de Ourense, na Galiza, a 20 de agosto e termina em Madrid a 11 de setembro – terá uma extensão total de 3.277 quilómetros, repartidos por 21 etapas, com dois dias de descanso pelo meio.

Com 10 chegadas em alto, a última das quais em Aitana (Alicante) um dia antes da chegada à capital espanhola, e um contrarrelógio individual de 39 quilómetros, em Calpe, a dois dias do final, a prova apresenta um traçado emotivo até ao final.

Durante a primeira semana, a Vuelta pedalará em quatro províncias espanholas, com o primeiro camisola vermelha a ser ‘eleito’ depois de um contrarrelógio por equipas, entre Lais e Castrelo de Mino, de 29,4 quilómetros.

No dia seguinte, os ‘sprinters’ poderão impor-se na etapa entre Orense e Baiona, que antecede a tirada que termina no imponente Mirador de Ezaro.

Depois deixar a Galiza, a prova ruma à província de Zamora, entrando de seguida nas montanhas das Astúrias, onde poderão começar a vislumbrar-se os principais candidatos à sucessão de Fabio Artu, vencedor da edição de 2015.

Antes do primeiro dia de descanso, a 30 de agosto, o pelotão enfrentará duas chegadas em alto, a Naranco e Lagos de Covadonga.

No último dia de agosto, a Vuelta regressa à estrada para mais uma chegada propícia para trepadores, com chegada a Peña Cabarga.

Na ligação entre o País Basco e Navarra, o pelotão disputará a mais longa das 21 etapas, que ligará Bilbao a Urdax-Dantxarinea, numa distância de 212 quilómetros, bem perto da fronteira com França.

A 03 de setembro, a prova entra na fase decisiva e em território gaulês, com chegada marcada a Aubisque, depois de três contagens de montanha de primeira categoria e uma de categoria super.

Dos Pirinéus franceses, a Vuelta ruma à costa valenciana, que será palco de cinco etapas, entre as quais o único contrarrelógio individual, de 39 quilómetros, com chegada em alto a Calpe, que o diretor da prova considerou decisivo para ‘eleger’ o vencedor.

“Creio que a Vuelta se decidirá neste contrarrelógio”, disse Javier Guillen, sobre a 19.ª etapa, agendada para 09 de setembro entre Xabia e Calpe.

No penúltimo dia, o Alto de Aitana, onde o pelotão chegará após uma etapa de 184 quilómetros, dos quais os 22 últimos com uma subida com 5,7% de inclinação média.

O vencedor da 71.ª edição e sucessor do italiano Fabio Aru será ‘coroado’ a 11 de setembro no habitual palco das festas do desporto espanhol: a Praça Cibeles.

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