O presidente do clube de golfe que acolherá as provas da modalidade nos Jogos Olímpicos Tóquio2020 admitiu hoje estar confuso com os pedidos para o Kasumigaseki Country Club rever as suas políticas de admissão.

Em causa está aceitar as mulheres como membros de pleno direito, uma norma que foi discutida na terça-feira pelo conselho diretivo do Kasumigaseki Country Club mas que sobre a qual não foi ainda tomada qualquer decisão.

Nessa reunião, os responsáveis do clube debruçaram-se sobre o pedido do comité organizador de Tóquio2020 para reverem as regras de admissão.

“É uma situação extremamente desconfortável, até pela forma como evoluiu nos últimos tempos. Estamos confusos. Aceitámos acolher as provas de golfe a pedido do comité organizador, mas nunca nos candidatámos”, revelou o presidente do Kasumigaseki Country Club, Kiichi Kimura.

Os responsáveis pela organização de Tóquio2020, após várias críticas recebidas, enviaram uma carta à direção do Kasumigaseki Country Club transmitindo a “preocupação” pela “desigualdade de géneros” no seu regulamento de admissão de sócios.

O Kasumigaseki, que é um dos clubes privados mais antigos e prestigiados do Japão, não permite às mulheres que se tornem parceiro de pleno direito nem jogar ao domingo.

A organização de Tóquio2020 considera que “o clube tem instalações fantásticas para a realização de competições”, mas considera que “as suas regras de acesso deviam mudar”.

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