Em seis dias do Campeonato Africano de futebol para amputados, a prova regista um recorde de assistência, com o Estádio São Filipe, em Benguela, a registar presença de público incomum no histórico do desporto adaptado no país.

Em 25 anos de existência do Comité Paralímpico Angolano, nem mesmo quando a província de Luanda albergou o CAN'2013 em basquetebol em cadeira de rodas o Pavilhão da Cidadela Desportiva teve tal registo.

De modo particular, nos jogos da selecção nacional (realizam-se sempre às 16h00), o público lota o recinto que tem sete mil lugares e entradas livres.

Apesar não se vestirem à selecção, usam vuvuzelas, apitos, batuques e outros objectos sonoros, tornando o evento numa verdadeira festa, com manifestações que transcendem o âmbito meramente desportivo.

Este CAN2019 deve também ser entendido como uma lição de vida, de superação e também de afirmação numa sociedade que ainda carrega tabus quanto à capacidade do portador de deficiência realizar tarefas úteis.

Pais, mães, filhos, enfim, famílias inteiras fazem-se religiosamente presentes no São Filipe para testemunharem, não só os resultados dos jogos, mas, sobretudo, verem homens de honra a transformarem dificuldades em talento.

Ver futebolistas amputados a jogar com tamanha destreza, correr a uma velocidade igual a de qualquer jogador tem sido um privilégio porque no final das contas “o desporto adaptado nunca foi apenas uma questão de resultados desportivos; sempre foi uma questão de superação e lição de vida”.

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