Francesca Jones apanhou um grande susto na sua estreia no WTA 250 de Bogotá, Colômbia. A britânica estava a enfrentar Julia Riera da Argentina quando, no terceiro set, desfaleceu e caiu na quadra de terra batida.

Depois de assistida, a tenista britânica deixou a quadra numa cadeira de rodas.  Na altura do desmaio, disputava-se o segundo set: Riera venceu o primeiro por 6-2, perdeu o segundo por 5-7 e liderava o terceiro, com 5-3.

Um duro revés para a jogadora que no fim de semana venceu o ITF W75 de Vacaria diante de Leolia Jeanjean.

Francesca Jones, de 24 anos, é a atual 125.º do ranking WTA. A britânica nasceu com a síndrome da displasia ectodérmica ectrodactilia, uma doença rara que se caracteriza por malformações nos membros, lábios e/ou palato. Fran Jones tem quatro dedos em cada mão e três dedos a menos nos pés.

A menina dos três dedos num pé e quatro em cada mão desafiou os médicos e escreveu a sua história

A tenista britânica Francesca 'Fran' Jones nasceu com quatro dedos em cada mão como resultado de uma anomalia no desenvolvimento embrionário.

"A minha síndrome é muito rara. É complicada porque há muitos sintomas. Os meus são que tenho três dedos no pé direito, quatro no esquerdo e quatro em cada mão. Os médicos disseram-me que eu não poderia jogar ténis. A minha reação foi: 'Já que me disseram isso, vou provar que estão errados'", explicou a jovem tenist, em entrevista publicada no site da Federação Internacional de Ténis (ITF) há quatro anos.

"Digamos que o meu corpo não foi feito para ser de um atleta, mas para mim isso não significa que eu não possa ser. Até um Rolls Royce é construído a partir do nada", acrescentou a tenista.

A doença genética de Francesca 'Fran' Jones é uma forma de ectrodactilia, que se caracteriza por uma malformação dos membros, e gera "um grande problema de equilíbrio".

"Quando se tem menos dedos, fica mais difícil colocar peso nos pés", explica, especificando que devido a doença, tem maior risco de lesões.

Mas há também "os olhares, as perguntas, a simpatia... ou, ao contrário, o ódio" que provoca.

Jones superou todos esses obstáculos físicos, o que também levou-a a construir um caráter forte.

"Ouvir as pessoas gritarem o teu nome é o melhor, sentir-se apoiada", destacou, na altura.