Portugal vai estar representado com quatro equipas no primeiro Campeonato da Europa de ultimate de praia (frisbee), que vai ser disputado na Praia da Rocha, em Portimão, entre 06 e 11 de maio.

O Europeu vai ser disputado por 88 equipas, num total de cerca de 1.400 jogadores, em oito categorias distintas, sendo que Portugal vai jogar em quatro divisões: mista, masters mista (para jogadores com mais de 30 anos) masculina e grandmasters (+40).

O torneio da World Flying Disc Federation (WFDF), organizado em parceria com a BULA (Beach Ultimate) e a Associação Portuguesa de Ultimate e Desportos de Disco, vai colocar frente a frente equipas de cinco jogadores, numa modalidade que promove o ‘fair-play', sem contacto físico e sem árbitro, no areal algarvio com 14 campos concebidos para o torneio.

"O ultimate de praia ainda é uma modalidade relativamente jovem em Portugal, pelo que é natural que ainda não tenha alcançado o nível de outros países, mas acreditamos que este Europeu vai contribuir para a afirmação do desporto junto dos portugueses, principalmente das camadas mais jovens", afirmou Patrick van der Valk, fundador da BULA, em 2000.

Tal como Van der Valk, o presidente da Associação Portuguesa de Ultimate e Desportos de Disco, José Amoroso, acredita que a realização do campeonato da Europa é uma mais-valia para a divulgação e desenvolvimento de uma modalidade que chegou a Portugal em 1995, conta com cerca de 250 praticantes e uma liga de praia com 10 equipas.

"O Europeu é um dinamizador e disseminador excelente. Vamos ter os melhores jogadores da Europa, 22 países representados e é um hino ao Ultimate", defendeu Amoroso, também responsável pela criação do Projeto Escolar, lançado em 2014, em Leiria.

Depois do quarto lugar na Divisão Mista do Mundial de ultimate de praia em 2011, Portugal alcançou resultado semelhante nos Europeu de 2013 e 2015 e, na Praia da Rocha, procura promover uma modalidade que prima por cinco princípios do espírito de jogo: Todos têm de saber as regras, deve ser evitado o contacto físico (falta), justiça nas decisões, positivismo e capacidade de comunicação entre todos os jogadores.

Também presente na apresentação, Tomaz Morais, da Federação Portuguesa de Rugby e diretor do gabinete de formação e liderança do Sporting, também presente na apresentação do evento, defendeu a divulgação deste jogo, sobretudo pela inexistência de árbitro.

“O grande atrativo é a questão pedagógica deste jogo que tem de ser levada a todos os cantos do país, porque as crianças têm de experimentar jogos em que não há um árbitro, uma figura que tem de ser incutida nas pessoas como uma figura de todos e para todos. O facto de serem os praticantes a arbitrar, a comunicar e saber as regras é, a todos os níveis, notável”, destacou o antigo selecionador português de râguebi.

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