Vitaly Petrov mostrou-se contra o movimento 'Black lives matter', levado para a Fórmula 1 por Lewis Hamilton. O russo, que foi piloto da Fórmula nas equipas Renault e Caterham, comentou a atualidade da prova rainha do automobilismo, a poucos dias do Grande Prémio da Rússia, que se realiza em Sochi.

Na entrevista ao site 'Championat' Petrov disse que Hamilton "foi longe demais quando pediu a todos que se ajoelhassem" e também quando usou uma t-shirt com uma mensagem antirracista. Hamilton pediu justiça para Breonna Taylor, uma afro-americana baleada oito vezes e morta no dia 13 de março, quando agentes da Polícia invadiram o seu apartamento em Louisville, no Kentucky, EUA. Lewis Hamilton usou a t-shirt quando subiu ao pódio em Mugello.

"Acho que metade dos adeptos nem sabiam do que se tratava até que lhes foi explicado [a mensagem ]. E se um piloto admitir que é homossexual, Hamilton irá usar uma bandeira arco-íris para incentivar todos a serem homossexuais também? Acho que a FIA não vai permitir mais este tipo de comportamento", disse o russo, que agora corre pela equipa SMP Racing em provas de resistência.

"Para mim é algo supérfluo. Ainda por cima pedir a todos para se ajoelharem. Isto é um assunto pessoal, é algo que diz respeito a cada um. Tens o direito a falar nas tuas redes sociais, dar entrevistas, criar algum tipo de movimento social, falar com os governos, mas pedir a todos na Fórmula 1 para fazer isto...", terminou.

Petrov lembrou que na Rússia as coisas são diferentes e que é preciso respeitar as leis de cada país. Na Rússia, qualquer atleta ou adepto, homossexual ou defensor dos direitos dos homossexuais pode ser preso por 14 dias ou ser expulso do país no caso de um estrangeiro, se ficar provado que tenha estado envolvido na divulgação de 'propaganda homossexual'.

Sobre o gesto de se ajoelhar, usado pelos defensores do movimento 'Black Lives Mater', Petrov lembrou as situações onde é permitido ajoelhar-se na Rússia: "Segundo as nossas tradições, só se pode ajoelhar em duas ocasiões: num tempo perante Deus e quando pedimos a nossa namorada em casamento. Na Rússia, temos uma mentalidade diferente e não temos os problemas [de racismo] de que Hamilton fala. Tem que haver respeito por todos", atirou.

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