A potência das motos utilizadas para correr provas de todo o terreno, como o Rali Dakar, vai ser limitada, com o objetivo de reduzir acidentes mortais, anunciou hoje a Federação Internacional de Motociclismo (FIM).

Serão realizadas alterações às entradas de ar das motos para reduzir a potência e a velocidade, com um período de testes até junho.

Segundo o documento, o objetivo é reduzir o número de acidentes mortais como o que vitimou o português Paulo Gonçalves em 2019, durante a 42.ª edição do Dakar, oito dias antes de outra morte, a do holandês Edwin Straver, ambos na sequência de quedas na prova, na Arábia Saudita.

A reunião envolveu a FIM e a Amaury Sport Organization, que organiza a corrida, bem como representantes dos pilotos e das equipas, em que foi decidido, também, melhorar o ‘road book’ que orienta as etapas.

Outra das medidas planeadas prende-se com o uso de um colete de segurança por pilotos e melhoramentos aos dispositivos de navegação.

“Vamos testar estas soluções no arranque da temporada e estabelecer um plano no final [do período de testes], que leve em conta os ajustamentos necessários”, explicou o presidente da FIM, o português Jorge Viegas, citado em comunicado.

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