O selecionador e o ‘capitão’ da seleção portuguesa de râguebi mostraram-se expectantes em relação ao novo formato do ‘Europe Championship’, remetendo uma opinião sobre o mesmo para o final da primeira edição, em 2023.

Em conferência de imprensa, através de plataforma digital, Patrice Lagisquet e Tomás Appleton concordaram que “é preciso esperar para ver” como vai funcionar o modelo de dois grupos de quatro equipas, com meias-finais e final, mas admitiram que “é interessante para a modalidade”.

“Para um desporto como o râguebi, é muito interessante ter a intensidade de umas meias-finais e de uma final, mas talvez a primeira fase não seja tão interessante, devido ao diferencial entre as equipas. Vamos ter de o descobrir ao longo da competição”, comentou Lagisquet.

Uma opinião em tudo semelhante à de Tomás Appleton que, ainda assim, destacou também que a “menor intensidade” dos jogos da primeira fase vai dar “mais oportunidades a jogadores” que muitas vezes não cabem nas escolhas.

“Aquele dramatismo e espetáculo que podem acrescentar uma meia-final e uma final são bons para o râguebi, mas tira-nos algum seguimento de jogos de alta intensidade todos os fins de semana. Só depois de passar pela edição do próximo ano vamos perceber”, comentou o ‘centro’ do CDUL.

O selecionador e o ‘capitão’ comentaram o novo formato do ‘Championship’, anunciado hoje pela Rugby Europe, numa conferência de imprensa que servia de antevisão ao jogo de sábado, dos Lusitanos XV, franquia da Federação Portuguesa de Râguebi, onde assumem as mesmas funções.

A equipa portuguesa entrou na Super Cup 2022/23 a vencer os Delta por 26-19, mas Lagisquet frisou que quer “ver mais continuidade” frente aos Brussels Devils, até porque a competição europeia de clubes e franquias está a ser encarada “claramente como um treino” para o torneio de repescagem para o Mundial de râguebi, que se joga em novembro, no Dubai.

“Não é possível quebrar a linha de vantagem do adversário 16 vezes e só marcar quatro ensaios. Outro objetivo importante é voltar a dominar o jogo de avançados. Quero que seja igual ou melhor”, definiu Lagisquet.

Os problemas apontados pelo técnico, no entanto, “não são uma preocupação” para o torneio de repescagem, uma vez que “apesar de ser um treino para os jogadores em comum, os Lusitanos XV não são a seleção portuguesa”.

Além disso, “precisamente porque a Super Cup é encarada como um treino” para a repescagem, os jogadores “foram sujeitos a cargas físicas muito intensas nas últimas quatro semanas, pelo que é normal que nem sempre tomem as melhores decisões”, explicou Lagisquet.

“Estamos numa espécie de pré-epoca e não pensamos abrandar nem mudar o ‘guião’ destes jogos. O nosso objetivo é o torneio de repescagem para o Mundial, no Dubai”, reforçou o ‘capitão’, Tomás Appleton.

Os Lusitanos XV são uma franquia da responsabilidade da FPR que disputa a Super Cup de râguebi utilizando exclusivamente jogadores das equipas portuguesas que sejam elegíveis para a seleção nacional.

A Super Cup é uma competição criada no ano passado para desenvolver a modalidade nos países emergentes e, este ano, a fase de grupos disputa-se integralmente até ao final de outubro, cerca de uma semana antes de ter início, no Dubai, o torneio de repescagem para o Mundial de râguebi.

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