A Federação Portuguesa de Surf (FPS) acusou na terça-feira a Federação Portuguesa de Canoagem (FPC) de ingerência na tutela do Stand up Paddle (SUP), recordando que é o único organismo autorizado por lei a gerir a modalidade no país.

“Temos uma federação que não é reconhecida como a entidade que tutela o SUP no nosso país, mas que, mesmo assim, pretende levar atletas a um Mundial de Canoagem organizado por uma entidade que também não tem a tutela olímpica deste desporto. Uma situação que peca por ilegalidade e ilegitimidade e para a qual reclamamos uma resolução por parte das entidades competentes”, criticou o presidente da FPS, João Aranha.

Em comunicado, o dirigente insurge-se contra outra instituição, no momento da divulgação da convocatória para o campeonato do Mundo, que vai decorrer de domingo a 01 de outubro em Les Sables D’Olonne, França.

“Vamos para França com uma seleção jovem, com atletas que os nossos clubes formaram e nos quais a FPS tem investido com grande esforço e ambição. É uma seleção que não está completa por força de constrangimentos orçamentais, mas que nos orgulha e na qual depositamos grandes esperanças. Todavia, é um esforço inglório neste panorama de esquizofrenia da modalidade, em que temos a interferência de outra federação”, completa.

A federação de surf recorda que a tutela do SUP a nível olímpico pertence à International Surfing Association (ISA) e que a FPS é a única em Portugal que pode organizar provas, acusando a FPC de tentar formar uma seleção para um mundial da sua federão internacional, a realizar em novembro, na Tailândia.

A FPS recorda a clarificação em Diário da República, no Decreto-Lei 10720/2022, de 5 de setembro: “...relativamente à disciplina de Stand Up Paddle, tendo em conta que é uma disciplina promovida pela Federação Portuguesa de Surf e que a International Surfing Association (ISA) integra e promove as duas vertentes de SUP (surfing e racing), não poderá a Federação Portuguesa de Canoagem ser detentora, quanto a esta disciplina, dos poderes regulamentares, ou outros de natureza pública...”.

Para os Mundiais em França, o selecionador Ricardo Rodrigues convocou Tomás Lacerda (Lusurf), João Olim (LCM), Mia Silva (Clube Naval de Portimão) e Verónica Silva (Clube Naval do Funchal).

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