Nomeados para “equipa do ano” pela Confederação do Desporto de Portugal, os velejadores Jorge Lima e José Costa, quintos classificados no Campeonato do Mundo de classes olímpicas, na categoria de 49er, realçam que é bom ser nomeado, uma vez que esta distinção é um reconhecimento do trabalho que desenvolveram ao longo do ano.

“Esta nomeação é uma grande honra e é o trabalho que temos desenvolvido, não só no último ano mas desde 2009, quando juntamos esforços para atingir a qualificação olímpica e obter resultados de excelência”, disse Jorge Lima.

O velejador de 28 anos lamentou que todas as modalidades “extra futebol” não tenham tanta visibilidade, mas explica as razões para tal:
“É sabido por toda a gente neste país que todas as modalidades extra futebol, modalidades ditas amadoras, têm menos destaque do que as modalidades ditas profissionais. A vela não é exceção, com a agravante de que nós competimos no meio do mar, não temos bancadas e é muito difícil os espetadores e a comunicação social chegarem até nós quando estamos a competir”.

Lima mostrou ambição para conquistar títulos no próximo Campeonato da Europa e apelou à comparência do público.

“O próximo Campeonato da Europa, de 12 a 16 de julho, no Porto, o primeiro Campeonato da Europa no nosso país, vamos encarar esse campeonato como um dos candidatos ao título ou às medalhas e esperamos o apoio de todo o nosso país e da comunicação social”.

Já o seu companheiro de equipa, José Costa, também estava feliz com a nomeação e lembrou que a equipa chegou a estar fora do “projeto olímpico”.

“Este é um momento especial para nós enquanto equipa, porque nos últimos dois anos tivemos dificuldades e chegamos a estar fora do projeto olímpico. E chegar a este ponto quando ainda faltam dois anos para os Jogos Olímpicos e conseguimos o quinto lugar no campeonato do mundo é um orgulho muito grande e estamos com vontade de alcançar bons resultados até aos jogos”, começou por dizer.

O velejador de 30 anos não faz promessas em relação ao futuro, mas mostrou vontade de vencer mais competições: “pode-se esperar trabalho, muita dedicação. Não gostamos de promessas a nível de resultados porque pode criar expetativas desnecessárias, mas sabemos o nosso valor e o primeiro lugar é sempre uma ambição”, concluiu.

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