Os velejadores Diogo Costa e Pedro Costa, vice-campeões do mundo em 470, ambicionam alcançar o ‘top-10’ dos Europeus da especialidade, em Vilamoura, o mesmo objetivo que apontam para os Jogos Olímpicos Tóquio2020.

“Partimos com boa ambição, claro, apontamos para ficar no ‘top-10’ e vamos, a 100% se calhar, tentar enfrentar estes Europeus como se fossem os Jogos Olímpicos. Este é o objetivo que apontamos para os Jogos”, vincou Diogo Costa.

Diogo Costa, de 24 anos, e Pedro Costa, de 26, naturais de Matosinhos, asseguraram a qualificação olímpica em 12 de março último, nos Mundiais da especialidade, que viriam a terminar no segundo lugar, atrás dos suecos Anton Dahlberg e Fredrik Bergström.

Os irmãos formados em engenharia civil lideraram a competição até ao último dia, repetindo o feito de Hugo Rocha e Nuno Barreto, em 1997, e Álvaro Marinho e Miguel Nunes, em 2007.

“Chegar ao topo uma vez não é fácil, mas é fazível, manter no topo é mais complicado e nós temos essa responsabilidade. Continuamos a ser os mesmos que éramos antes de sermos vice-campeões do mundo e continuamos a trabalhar, simplesmente com um foco diferente. É uma responsabilidade acrescida e, apesar de nunca ter ido a nenhuns Jogos, acredito que seja uma pressão maior, onde é tudo diferente”, advertiu Diogo Costa.

Os dois irmãos asseguraram a oitava presença olímpica da vela nacional em 470, após a ausência no Rio2016, depois das quatro presenças seguidas de Álvaro Marinho e Miguel Nunes (oitavos em Londres2012 e Pequim2008, sétimos em Atenas2004 e quintos em Sydney2000) e Hugo Rocha e Nuno Barreto (medalhas de bronze em Atlanta1996).

Antes, Hugo Rocha disputou Barcelona1992 com Eduardo Seruca, terminando no 24.º lugar, e em Montreal1976 Portugal esteve representado por Joaquim Leça Ramada e Francisco Antunes Mourão, com o 21.º posto.

Ainda com os Europeus por disputar, entre domingo e 07 de maio, Diogo Costa admitiu que Tóquio2020 é o foco atual: “A preparação já começou, já temos os Jogos em mente e, a partir de agora, vai ser tudo para os preparar”.

Já com grande parte do material enviado para o Japão, Diogo Costa realçou a importância de competir em águas portuguesas.

“As condições são iguais para todos, saímos para a água com o mesmo vento, as mesmas ondas, é tudo igual, mas conhecer o sítio influencia bastante. Nós conhecemos Vilamoura e ajuda um bocadinho, mas a parte psicológica de estar em Portugal ajuda mais, ficámos mais relaxados. Foi assim no apuramento e vai ser assim nos Europeus”, explicou.

Diogo Costa e Pedro Costa vão ser os únicos representantes lusos nas regatas masculinas dos Europeus, enquanto Beatriz Gago e Rodolfo Pires vão estrear-se na competição mista, que vai integrar o programa olímpico de Paris2024.

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