Não foi a estreia desejada pelo Team SAPO, na segunda edição da Regata de Portugal. A tripulação holandesa do barco do SAPO, comanda por Odile Van Aanholt e formada ainda pela também holandesa Annemieke Bes e pelo francês Cédric Pouligny, não foi além do sexto posto entre oito concorrentes, nas sete regatas do primeiro da prova. A inexperiência com o barco, um trimarã Diam 24, mas também a falta de coordenação entre os membros da tripulação (nunca velejaram juntos e nunca estiveram num barco com estas características) foram inimigas do SAPO neste primeiro dia.

O arranque até nem foi mau, com o Team SAPO a terminar a primeira das sete regatas na terceira posição. Mas essa viria a ser a melhor posição do dia, já que nas restantes sete regatas, a equipa sentiu inúmeras dificuldades para lidar com a forte corrente no Rio Tejo, perto do Terminal de Cruzeiros, mas também com a melhor estratégia a definir para bater tripulações mais experientes.

O barco do Team SAPO tinha dificuldades na largada, essencial para ganhar vantagem, mas também a contornar as bóias que delimitavam o espaço onde virar, perdendo imenso tempo neste sector.

Em declarações ao SAPO Desporto, Odile Van Aanholt analisou este primeiro dia e prometeu melhores resultados nos próximos dias.

"Temos de preparar melhor os arranques das provas. Fomos um bocadinho lentos nos arranques e depois fica mais difícil apanhar as restantes equipas. A maior dificuldade foi manter a velocidade do barco durante as manobras, porque o vento era muito inconstante e nós íamos uns contra os outros durante as manobras. Se conseguirmos controlar isso, amanhã teremos uma melhor prestação", prometeu.

Num dia com muito vento, o comentador da Regata de Portugal, John Tavares, admitiu que as condições climatéricas tornaram a prova bastante desafiante para os participantes.

John Tavares explica o que correu mal no 1.º dia da Regata de Portugal

Numa prova onde as condições do vento iam variando, a consistência seria crucial nas sete regatas. E foi isso que fez o barco da Makro, liderado pelo sueco Nicklas Dackammar, vencedor da edição do ano passado. A formação sueca terminou o primeiro dia no primeiro posto com 15 pontos, seguido do barco da Lusitânia Seguros, comandada pelo skipper francês Damien Lehl, com 17 pontos.

O melhor dos portugueses foi Jorge Lima, que juntamente com o seu irmão Gustavo Lima e José Costa, terminou no terceiro posto com 23 pontos. O barco liderado pelo australiano Tovar Mirsky foi 4.º com 26 pontos, seguido do outro barco português, liderado por Hélder Basílio, que terminou o 5.º posto, com 33 pontos. O holandês Tobias Tanis, a comandar o barco da TVI, acabou em 7.º com 48, pontos, a equipa espanhola do barco da Nacional foi última do dia com 50 pontos.

Recorde-se que cada equipa tem como objetivo somar o menos pontos possíveis. Assim, a equipa que cortar a linha de chegada na primeira posição fica com um ponto, em segundo com dois pontos e assim sucessivamente. No total de todas as regatas existe um somatório de pontos e o primeiro será o que somar menos pontos. Caso a equipa sofra alguma penalização, esta deverá corresponder ao número de equipas inscritas na regata mais 1 ponto.

A Regata de Portugal prossegue com muita música e animação até as 02h da manhã. Amanhã os barcos voltam à água, com o segundo dia de prova, a partir das 17h00, no Terminal de Cruzeiros, em Santa Apolónia, Lisboa.

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