Em entrevista à agência Lusa, o técnico contou que a situação pessoal e familiar é positiva, que está em Portugal há pouco mais de uma semana, tendo viajado no dia em que foi anunciado o primeiro caso da covid-19 em Moçambique, e que a última informação que recolheu foi a de que há poucos casos no país africano, embora haja receio quanto ao futuro próximo.

“A situação está com pouca expressão ainda, mas tenho notado que há muita gente preocupada, principalmente porque, se houver um aumento exponencial do número de casos, sabem que há muitas limitações na capacidade de resposta no sistema de saúde”, notou, referindo que as autoridades estão a realizar uma “grande campanha de informação” à população.

O futebol foi suspenso e, embora haja vontade de voltar a ver ação nos relvados, Luís Gonçalves salientou que a “saúde é mais importante do que o futebol” e que o mais “importante é ultrapassar a situação em conjunto”.

A seleção de Moçambique viu os dois jogos de apuramento para a Taça das Nações Africanas (CAN) de 2021 com os Camarões, equipa anfitriã que é orientada por António Conceição, serem adiados – estavam marcados para 26 e 30 de março – e a pausa pode ser positiva para configurar o campeonato moçambicano.

“O começo do Moçambola, que estava previsto para 04 de abril, foi adiado para data a determinar. Eu, como selecionador, entendo que seria uma boa oportunidade para Moçambique acertar o modelo competitivo como a CAF [Confederação Africana de Futebol] sugere, porque muitos países africanos já têm a época desportiva como acontece em Portugal e na Europa, começando em julho e terminando em junho do ano seguinte”, opinou.

Com os jogadores a passarem a estar nas suas respetivas casas, existe uma preocupação a vários níveis sobre o momento dos atletas, com Luís Gonçalves a revelar que tem mantido contacto com os internacionais moçambicanos e também com os colegas treinadores.

O selecionador tem tentado perceber “como é que [os atletas] estão em casa, se estão a ter acompanhamento do treino, se têm o contrato suspenso ou não e se têm condições para poderem manter o mínimo de forma física”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da COVID-19, já infetou mais de 727 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 35 mil morreram.

De acordo com o Centro para a Prevenção e Controlo de Doenças da União Africana (CDC África), já morreram pelo menos 152 pessoas e 4.871 pessoas ficaram infetadas no continente.

Moçambique tem um total de oito casos confirmados registados oficialmente desde o início da pandemia, seis importados e dois por transmissão local, sem mortes.

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